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Nada existe no intelecto que não tenha passado pelos sentidos (Artistóteles)

Recentemente tivemos oportunidade de trabalhar com dois grupos de professores sobre a importância das tecnologias na resposta aos desafios educativos presentes.
(Ferramentas digitais: Apoios nas atividades de aprendizagem. Como?, um grupo focal com a Dra Sílvia Zuzarte,  e Formar + Inovar = Incluir: formar para a inclusão na Biblioteca Escolar, uma oficina de exploração de um programa de autoria)

Nos dois encontros falámos sobre as virtudes das tecnologias na resposta aos desafios do Design Universal da Aprendizagem e, de forma mais breve, apresentámos também o conceito de gamificação e explorámos ferramentas que utilizam o jogo como motor da aprendizagem e que muitos professores já usam com sucesso na criação de uma sala de aula inclusiva.

Eis algumas dessas ferramentas.

Atr mini

O Atr mini é um conjunto de jogos que exploram conceitos matemáticos. o Atr mini está disponível para Windows e Mac mas também para Android e iOS.

QR Treasure Hunt Generator!

O Treasute Hunt Generator é uma plataforma que permite criar uma caça ao tesouro baseadqa em QR Codes. Depois de introduzirmos as questões, que são traduzidas em QRCodes específicos, imprimimos os QR Codes e espalhamo-los pelo local da caça ao tesouro. A caça ao tesouro consiste em encontrar os QR Codes e responder aos desafios colocados. São necessários telemóveis e uma aplicação de leitura de QR Codes mas não é necessária ligação à internet.

Mentimeter

Com o Mentimeter, podemos receber feedback dos alunos sobre as questões que estivermos a apresentar, submetendo-as a votação e recebendo os resultados em tempo real.

JClic

O JClic é um programa de autoria semelhante ao Hotpotatoes que  permite desenhar vários tipos de actividades educativas com um elevado grau de jogabilidade. Temo-nos referido ao JClic nesta página com alguma frequência.

Foram também referidas as plataformas Kahoot! e Socrative e atrevemo-nos ainda a propor o Trivinet, uma plataforma espanhola cujo conceito é semelhante ao do Kahoot.

A gamificação consiste na apropriação de elementos ou dinâmicas usadas nos jogos e na sua aplicação a objectos e estratégias educativas de modo a promover a aprendizagem através da resolução de problemas.

A plataforma ScolarTIC disponibilizou uma apresentação de duas professoras espanholas que partilham uma experiência de gamificação num contexto específico de educação especial. Pode ver a apresentação Experiencia gamificada en Educación Especial e, se quiser saber mais sobre o trabalho realizado, pode ver também o debate Gamificação na Educação Especial.

Gamifique, ludifique, joguifique. Terá certamente experiências de utilização de jogos na sala de aula. Gostaríamos muito de receber os seus comentários, experiências e histórias sobre esta temática.

 Decorreu no dia 6 de Julho, na Escola José Cardoso Pires, a reunião da rede de escolas de hospital do projecto TeleAula (Centro de Medicina de Reabilitação de Alcoitão, Hospital de Dona Estefânia, Hospital de Santa Maria e Instituto Português de Oncologia). Às professoras dos hospitais e ao CANTIC juntou-se o professor Carlos, da EBI da Bobadela, que desenvolve regularmente actividades através de videoconferência com o HDE e o IPO.

Este encontro anual tem como objectivos a partilha do trabalho do ano lectivo e dos aspectos positivos e negativos registados e a definição da linha temática que ajudará a definir uma parte das actividades do ano lectivo.

Como tema para o ano de 2017-18, tomámos da União Europeia o Ano Europeu do Património Cultural com o qual se pretende incentivar a partilha e a apreciação do património cultural da Europa enquanto recurso partilhado, sensibilizar para a história e os valores comuns e reforçar o sentimento de pertença a um espaço europeu comum e decidimo-nos pelo mote Nós Somos Cultura.

As propostas de trabalho e colaboração passam assim pela valorização dos monumentos e de muitos outros aspectos que conformam a nossa cultura e nos identificam enquanto país. Mais uma vez, vamos socorrer-nos das parcerias com diferentes museus e com as escolas de referência para celebrar e conhecer melhor o que nos faz portugueses. Nesta árdua tarefa, contámos com a visita e ajuda da colega Sara e da Alice.

O almoço partilhado foi um momento extraordinário de descanso, convívio, boa disposição e partilha.

À tarde, tentámos fazer conviver os problemas de internet com as aprendizagens possíveis na actualização da nova página das escolas de hospital que pode visitar em www.escolasdehospital.pt.

Brevemente colocaremos aqui Fotos deste Encontro no álbum 20º Encontro TeleAula.

Pormenor de colete com botõesAtravés dos sentidos, interagimos com o mundo e aprendemos. É fundamental proporcionar a cada criança experiências sensoriais que potenciem o seu crescimento, o conhecimento do mundo e a aprendizagem. Agora que chegaram as férias escolares, é tempo de experimentar novas actividades e materiais e expor os mais pequenos a novos desafios.

Por isso, e à falta de areia, terra e água por estes lados, propomos um vídeo de criação de um cubo para treino da coordenação motora e estimulação sensorial.

Para indicações sobre a construção de um cubo sensorial com diferentes materiais e actividades veja o vídeo Cubo sensorial (DIY), da autoria da Dra. Ida Brandão. Depois de construído, a criança pode afivelar um cinto, apertar os botões do colete ou o atacador do sapato ou mesmo acender uma estrela.

 

 Projeto Gulbenkian: Aprender na escola para a sociedade inclusivaO Centro Educatis e o Agrupamento de Escolas de Benavente promovem o Seminário Aprender na Escola para a Sociedade Inclusiva, nos próximos dias 10 e 11 de julho de 2017, na Escola Secundária de Benavente.

É uma iniciativa aberta a toda a comunidade educativa, em processo de certificação pelo Conselho Científico e Pedagógico da Formação Contínua (CCPFC) e pela Direção Geral de Administração Escolar (DGAE).

As atuais políticas de inclusão educativa exigem que TODOS os professores possuam competências para lidar com as necessidades de TODOS os alunos. Neste contexto o Seminário/Curso Aprender na Escola para a Sociedade Inclusiva é orientado para o domínio científico, técnico e pedagógico dos professores mas também dos Assistentes Operacionais, dos Assistentes Técnicos, dos Técnicos Superiores, dos pais e encarregados de educação, pela abordagem que faz de temas que implicam diretamente a sala de aula e os contextos escolares e familiares.

Esta iniciativa representa o culminar de um processo formativo integrado no Projeto de intervenção - Aprender na Escola Inclusiva: a aprendizagem como estratégia de inclusão, financiado pelo Programa Gulbenkian Qualificação das Novas Gerações.

O projeto surge da necessidade de pensar a educação especial de uma forma integrada e integradora em cada agrupamento de escolasm, direcionando o nosso olhar para o ato educativo, para os processos de ensino-aprendizagem dos alunos com Necessidades Educativas Especiais. Partindo de uma abordagem geral da aprendizagem como estratégia de inclusão questionam-se as dificuldades de aprendizagem específicas, no sentido de procurar estratégias de intervenção, respostas educativas adequadas às múltiplas problemáticas das crianças e jovens com NEE em contextos escolar, familiar e hospitalar. Procura-se colmatar o défice de conhecimento sobre estas temáticas, promovendo práticas formativas e educativas promotoras da aprendizagem na escola, para uma sociedade inclusiva.

Aprender na Escola para a Sociedade Inclusiva fecha um ciclo formativo, no qual o CANTIC (CRTIC Amadora) também participou, apresentando, sistematizando e avaliando os seus principais resultados e dando visibilidade pública ao trabalho desenvolvido ao longo do ano letivo 2016/2017.

Pode consultar e descarregar o programa do Seminário Aprender na Escola para a Sociedade Inclusiva

A participação no seminário é gratuita mas está limitada a 150 participantes. Pode realizar a sua inscrição através do formulário do Seminário Aprender na Escola para a Sociedade Inclusiva.

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 A Pró-Inclusão - Associação Nacional de Docentes de Educação Especial vai realizar o V Congresso Internacional PIN-ANDEE, de 6 e 8 de julho de 2017, na Escola Superior de Educação e Escola Superior de Comunicação Social de Lisboa.
Sob o tema Educação, Inclusão e Inovação, o Congresso promete a discussão de caminhos para aprofundar a equidade e a inclusão educativa e um olhar mais abrangente sobre a inclusão de todos os alunos vulneráveis à exclusão e ao insucesso escolar sem esquecer a urgência de encontrar novos modelos para o funcionamento dos sistemas educativos.

Para saber mais, visite a página do V Congresso PIN-ANDEE, na qual poderá saber as condições de inscrição, inscrever-se ou saber quem serão os conferencistas e dinamizadores dos trabalhos.
O CANTIC estará presente na dinamização de um dos grupos focais.
Para uma visão geral sobre os três dias de trabalhos, consulte ou descarregue o programa do V Congresso PIN-ANDEE.

 Hoje propomos uma pequena lista de atalhos de teclado úteis para o programa Adobe Reader.

Para muitos alunos, o teclado é a única via de acesso ao computador. Usar o rato ou um ecrã táctil ou um sistema de controlo pelo olhar podem ser soluções ou fontes de problemas, dependendo das necessidades de quem utiliza o computador.

Mesmo para quem manipula o rato ou outros dispositivos apontadores sem dificuldade, o recurso ao teclado para a realização das tarefas é uma forma de aumentar a velocidade de trabalho. Por isso, aconselhamos frequentemente a memorização e treino dos atalhos de teclado mais comuns.

O formato PDF é muito utilizado nas escolas para partilha de conteúdos relacionados com as matérias curriculares mas também para veicular informações como calendários de matrícula, de provas e exames, avisos, notícias. etc. Além disso, alguns alunos utilizam manuais em formato digital que são, normalmente, disponibilizados pelas editoras em formato PDF.

O programa mais utilizado para a leitura de ficheiros PDF é o Adobe Reader e, por isso, decidimos partilhar uma lista dos atalhos de teclado que usamos regularmente. Apesar da maioria das tarefas no Adobe Reader poder ser realizada com combinações de teclas, listamos apenas as relacionadas com as tarefas mais comuns. A listagem completa está disponível a partir da Ajuda do Adobe Reader (tecla F1 ou Ajuda/Ajuda do Adobe Reader), procurando teclas de atalho na página Web de ajuda.

Uma técnica alternativa, que minimiza o esforço de memorização, consiste em premir a tecla Alt e, em seguida, a tecla correspondente às letras sublinhadas nos menus (ver a imagem abaixo Menu do Adobe Reader). Um terceira técnica consiste em premir a tecla Alt e depois usar teclas de cursor e a tecla ENTER.

Menu do Adobe Reader

Como exemplo, as três técnicas para ver uma página inteira no ecrã seriam:

  1. Manter premida a tecla CTRL ao mesmo tempo que se prime a tecla L
  2. Premir a tecla Alt, em seguida a tecla V (menu Visualizar) e, finalmente, a tecla C (opção Modo de tela cheia)
  3. Premir a tecla Alt e, em seguida, a tecla de cursor Direita até ao menu Visualizar, a tecla de cursor Baixo até à opção Modo de Tela Cheia e, finalmente, a tecla Enter para confirmar.

Pode ler ou descarregar o documento Atalhos de teclado Adobe Reader (formato PDF).

 Para criar sítios web acessíveis é fundamental percebermos as necessidades dos utilizadores e a forma como conseguem aceder à informação. Depois de sabermos a importância de publicar conteúdos para o maior número de pessoas possível, é relativamente fácil implementar algumas regras de acessibilidade e remover as barreiras maiores entre utilizadores e a web. No entanto, com os avanços da tecnologia e da acessibilidade e a experiência dos utilizadores vão surgindo novos desafios que importa conhecer e superar.

Nesse sentido, no dia 9 de Junho podemos assistir a 24 webinars sobre acessibilidade no evento Inclusive Design 24 (ID24). Este evento gratuito realiza-se desde 2014 e é organizado pelo Paciello Group, uma referência na área da acessibilidade. Teve início como mais uma ideia para o Global Accessibility Awareness Day (GAAD) e, embora este ano o ID24 não se realize exactamente no Dia da Acessibilidade Global, os objectivos continuam idênticos.

De acordo com os organizadores, o Inclusive Design 24 celebra as iniciativas que, por todo o mundo, trabalham para que as pessoas com deficiência tenham acesso total e igual à web. Para isso, o evento constará de 24 seminários, um por hora, sobre várias temáticas da acessibilidade!!

Todos os webinars serão difundidos no Youtube através do Google Hangouts. Não é necessária inscrição prévia. Os participantes podem colocar questões aos apresentadores através do Twitter do @paciellogroup usando o hashtag #ID24.

O programa está disponível em http://www.inclusivedesign24.org/

Caso não baste a informação destas 24 horas, também estão disponíveis as sessões dos anos anteriores.

 A Associação de Paralisia Cerebral de Coimbra realiza no dia 3 de junho de 2017, entre as 09:30h e as 16:30h, na Quinta da Conraria, em Castelo Viegas (Coimbra), a ação de formação Certificação de competências de alunos com NEE ministrada pela Dra. Filomena Pereira.

Esta ação de formação é dirigida a todas as pessoas que intervêm na certificação de competências de alunos com NEE, com especial ênfase para os docentes de todos os grupos de recrutamento, psicólogos, outros profissionais de educação e reabilitação e estudantes.

As inscrições já estão abertas. Pode inscrever-se online no Centro de Formação da APCC.

Pode consultar as condições de inscrição no ficheiro com o programa da ação de formação Certificação de competências de alunos com NEE (formato PDF).

A Sociedade Portuguesa de Engenharia de Reabilitação, Tecnologias de Apoio e Acessibilidade (SUPERA), promove as Jornadas SUPERA 2017, de 1 a 3 de Junho de 2017, nas instalações do Cace Cultural do Porto. São constituídas por quatro atividades principais, a saber:

Conferência Científica

Destina-se à partilha de trabalhos e projetos de Investigação, Desenvolvimento e Inovação e decorre no dia 1 de Junho. Pode ler e descarregar o programa da conferência científica SUPERA 2017.

Workshops

Ações de caráter prático para atualização e aperfeiçoamento de conhecimentos profissionais. Destinados a todo tipo de profissionais com interesse e/ou atividade na área e estudantes do ensino superior. Pode consultar o programa dos workshops SUPERA 2017 de 2 de Junho  e o programa dos workshops SUPERA 2017 de 3 de Junho.

Expo-SUPERA

Exposição de Tecnologias de Apoio e Acessibilidade, destinada a empresas de produtos e serviços nesta área, empresas de Tecnologias de Informação e Comunicação, apresentação de trabalhos ou projetos académicos e formação na área. Pode consultar a lista de expositores da Expo-SUPERA.

TOM: Porto

Maratona de Desenvolvimento de Tecnologias de Apoio e Acessibilidade. Saiba mais sobre o TOM: Porto e respectivo programa.

A participação na conferência, nos workshops e na TOM Porto é gratuita mas sujeita a inscrição. Para tal deve preencher o formulário de inscrição. Poderá ainda inscrever-se no próprio dia, no espaço do evento, caso existam vagas para as atividades pretendidas. A entrada na Expo-SUPERA também é gratuita.

A Secretária de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Prof.ª Doutora Fernanda Rollo estará presente nas Jornadas SUPERA no dia 1 de Junho. A Secretária de Estado da Inclusão das Pessoas com Deficiência, Dra. Ana Sofia Antunes estará presente no dia 3 de Junho.

25% dos adultos com deficiência nunca usaram a internet (Office for National Statistics, Reino Unido)

As promessas da era digital relativamente à inclusão vão sendo lentamente cumpridas. No entanto, mais de metade da população mundial continua sem acesso à internet (Internet World Stats). Se em muitas situações não podemos ter influência directa nas condições de acesso, no caso das pessoas com deficiência, podemos publicar os nossos conteúdos com o menor número possível de barreiras.

Num artigo recente, David Swallow resume as medidas a tomar para ter em conta as necessidades dos utilizadores com deficiência auditiva - uma área em que não encontramos muita informação disponível - no acesso à web. O autor baseia-se numa entrevista a Ruth MacMullen, da Universidade York St John, que explica como é que a experiência de ser surda afecta a sua utilização da web, e refere os seguintes aspectos importantes a considerar ao publicar conteúdos:

  • Providenciar legendas
  • Verificar a precisão das legendas
  • Certificar-se de que as legendas estão sincronizadas com o áudio
  • Providenciar um resumo do conteúdo de áudio e vídeo
  • Garantir que o áudio não inicia automaticamente
  • Estruturar o conteúdo
  • Manter o conteúdo flexível

Para ler o artigo e aceder a vários outros conteúdos e recursos visite o site Headstar.