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Da minha cama vejo a escola

“Tive vontade de voltar a escola
mas o doutor não deixou" (Tim & Rui Veloso)

A escola, enquanto lugar de aprendizagem e socialização por excelência, não admite interrupções. Para uma criança que fica retida em casa ou que é obrigada a conviver com o estranho mundo dum hospital, manter a ligação à escola não é uma imposição sem sentido. Pelo contrário, este tempo pode ser usado para contactar com novos professores, realizar actividades escolares diversas, recuperar matérias, preparar-se para o regresso à escola. O Dr, Mário Sousinha, médico no IPO, dizia que o internamento na vida das crianças é temporário. O que não é temporário, como a escola, deve ser sempre oferecido ao aluno. De facto, esta continuidade tem benefícios pedagógicos inegáveis, para além de minimizar os efeitos negativos de centrar-se demasiado na doença.

No hospital, o contacto com outras crianças cria novas relações de amizade também importantes.

Com a TeleAula, que iniciámos em 1998, acreditámos que manter os alunos em actividades de aprendizagem ao mesmo tempo ligados a colegas com idênticos interesses e vivências seria uma via a explorar. Passados estes anos, e tendo em conta todas as experiências vividas, os relatos dos colegas que vão criando diariamente as escolas de hospital e, apesar das dificuldades, a vivacidade deste projecto tão bem espelhada no blogue das escolas de hospital, muito mais é possível mas cremos nas virtudes do que já foi feito.

É muito importante para a criança internada. As professoras são muito atenciosas com elas e com as mães. Quando estamos tristes, vamos para a escola também e só lá conseguimos um pouco de ocupação com as coisas que elas nos dão para fazer e é assim que esquecemos os problemas. (mãe de aluno internado)

O último webinar da Direção Geral da Educação mostra um pouco da realidade de algumas escolas de hospital.

webinar dge

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