Peixes de várias coresO‌ Powerpoint é usado com frequência para a produção de materiais pedagógicos. Apesar de encontrarmos opções de manipulação de imagens em todas as versões do programa, as versões mais recentes evoluíram para permitir que, na maioria das situações não seja necessário sair do programa para modificar as imagens ao gosto do utilizador.

Hoje, no entanto, mostramos duas técnicas já disponíveis no PowerPoint 2003 (e versões seguintes, claro) que facilitam a criação de alguns materiais pedagógicos.

A primeira consiste em importar várias imagens para o Powerpoint. Normalmente, reunimos as imagens numa pasta e, no Powerpoint, escolhemos Inserir, Imagem, Do ficheiro e seleccionamos as imagens com o rato (ou usando as teclas SHIFT ou CTRL e o rato). Neste caso, as imagens ficam todas juntas no mesmo diapositivo. Mas é também possível carregar simultaneamente várias imagens, uma por cada diapositivo. Se escolhermos Inserir, Imagem, Novo álbum de fotografias, e seleccionarmos as imagens, o Powerpoint cria um diapositivo por imagem, minimizando assim o esforço posterior de manipulação.

Quanto à segunda técnica, referimo-la num dos artigos anteriores em que falávamos do uso do Powerpoint para criar diapositivos com diferentes quantidades de objectos para depois guardar cada diapositivo como uma imagem separada.

Neste caso, define-se a forma final de cada diapositivo (alterar o tamanho, a orientação, etc. Nas versões mais recentes do Powerpoint podemos remover o fundo das imagens, por exemplo, ou alterar as cores de fotos). Convém guardar a apresentação para que possamos, no futuro, fazer alterações aos diapositivos, caso haja erros ou se pretendam materiais baseados nos recém-criados. Em seguida, escolhemos Guardar como e, na caixa de diálogo seguinte, clicamos na seta ao lado de Guardar c/ o tipo e seleccionamos o formato de imagem que queremos: BMPEMF, GIF, JPG, PNG, TIF ou WMF. Os diapositivos são guardados individualmente como imagens numa pasta com o nome da apresentação.

Veja as duas possibilidades no vídeo.

Sombra de ciclista numa estrada de alcatrão que converge para o infinitoAté que enfim, é altura de dar uso aos novos manuais, lápis, mochilas e, finalmente também, rever os amigos, conhecer novos colegas e professores e, com toda a energia acumulada nas férias, começar a estudar como nunca se viu!

O início de um novo ciclo significa que outro termina e os professores gostam de começar o ano a tomar conhecimento de tudo o que aconteceu durante as férias. E haverá melhor maneira de se despedir do Verão do que a partilhar as descobertas e aventuras dos últimos meses?

Uma forma possível de explorar e multiplicar os efeitos desta actividade seria criar um livro com as experiências de cada um.

O Tar Heeel Reader é uma ferramenta única de criação de livros. A simplicidade e imediatez do programa ajudam a fixar os momentos especiais (andar a cavalo, acampar, passear na montanha ou correr na praia) num formato claro, acessível e apetecível. Depois de criado o livro, pode ler-se na turma, enviar para os pais, reler noutras alturas do ano ou publicar na plataforma do programa, certamente para gáudio dos milhões de leitores que a utilizam.

Veja o nosso exemplo de um livro das férias e o vídeo sobre como criar livros no Tar Heel Reader. Não se esqueça que, para criar livros, tem que se registar. O processo de registo é simples mas, se tiver dúvidas, veja a ajuda no site ou contacte-nos.

Crie também um livro com os seus alunos. Como foram as férias?

Canetas de feltro dispostas em forma de coraçãoPara muitos alunos, o regresso à escola é sinónimo de materiais escolares novinhos em folha e reencontro com os amigos. E agora que o Verão parece querer despedir-se de cara feia, a perspectiva das aulas, dos recreios e do convívio com os colegas e professores é uma fonte de entusiasmo e agitação e a melhor cura para a rotina desorganizada das férias.
Mas nem todos os alunos encaram com optimismo a ida para a escola. Mesmo que a fobia escolar (ou didascaleinofobia) só afecte uma pequena percentagem de crianças, é certo que deixar a segurança proporcionada pela família e pela casa, antecipar o contacto com novos desafios e novos colegas ou a responsabilidade de novas tarefas podem ser motivos de ansiedade que dificultam a adaptação ou readaptação à escola.
Para ajudar as crianças a superar este sentimento de desconforto, é fundamental o apoio dos pais e, por vezes, dos próprios professores.
Hoje, novamente no Tarheelreader, propomos dois subsídios para o combate à didascaleinofobia: O que gosto na escola e Fazer amigos na escola, dois livros com os quais aumentamos a ainda modestíssima colecção portuguesa presente naquela plataforma. Se é difícil não gostar das actividades escolares propostas na sala de aula e no recreio, mas difícil ainda é não querer voltar todos os dias à escola quando, na véspera, lá deixámos tantos amigos.

Boas leituras, nestes dias cinzentos!

Ilustração do Gato de Cheshire por John Tenniel

O livro Alice no País das Maravilhas (Alice's Adventures in Wonderland) foi publicado pela primeira vez em Dezembro de 1865. Por ocasião do 150º aniversário, multiplicam-se as exposições e iniciativas sobre a famosa obra de Lewis Carroll. Alice cai numa toca de coelho e vê-se num mundo fantástico, cheio de personagens fantásticos, de perigos e acontecimentos bizarros. Apesar de ser considerada um marco na literatura para crianças contém, como todas as obras-primas, diferentes níveis de leitura.

Uma das passagens mais reproduzidas de Alice, digna das tiradas de Groucho Marx, é extraída do sexto capítulo. Alice sai da casa da Duquesa, encontra o gato de Cheshire empoleirado numa árvore e pergunta-lhe:

- Podes dizer-me, por favor, para que lado devo ir a partir daqui?
- Isso depende muito de para onde queres ir - disse o Gato.
- Para mim tanto faz para onde...-respondeu Alice.
- Então, não importa o caminho que tomes - disse o Gato.
- ...desde que chegue a algum lado...- acrescentou Alice como explicação.
- Ah, certamente chegarás lá, disse o Gato, desde que caminhes o suficiente...

No dia 21 de Setembro começa mais um ano lectivo. Apesar de cada ano ser diferente, há ingredientes que nunca podem faltar para podermos responder aos desafios únicos que se nos colocam. Um deles é a planificação. Se não soubermos para onde queremos ir, quais os objectivos que nos norteiam, o que queremos para os nosso alunos e o que queremos ajudá-los a conseguir, qualquer caminho serve. Mas será um caminho muito mais longo e, contrariamente ao que diz o gato risonho, talvez não tenhamos tempo para chegar.

Um bom ano, bons objectivos e... boas leituras.

alienista-23abr2007Hoje, a maioria dos professores regressou à escola mas o ano lectivo só terá início quando os alunos chegarem também. Até lá, e enquanto se prepara este novo ciclo, fica mais uma sugestão de leitura.
Machado de Assis é um dos expoentes da literatura brasileira. Além das suas obras mais conhecidas, como Dom Casmurro ou Memórias Póstumas de Brás Cubas, Machado de Assis escreveu poesia, peças de teatro, crónicas, etc.

O Alienista é um dos magníficos contos deste prolífico e versátil autor. Nele conta a história de Simão Bacamarte, "o maior dos médicos do Brasil, de Portugal e das Espanhas. Estudara em Coimbra e Pádua. Aos trinta e quatro anos regressou ao Brasil, não podendo el-rei alcançar dele que ficasse em Coimbra". Fixou-se em Itaguaí e, para estudar a loucura e a normalidade, construiu a Casa Verde, na qual foi internando todos os que considerava loucos.
Quando não restava já muita gente para internar, pecebeu que se tinha enganado, libertou toda a gente e começou nova avaliação da loucura e novos internamentos. Quantas pessoas deveriam ser internadas? Quantos loucos e quantos normais havia em Itaguaí?

O Alienista interroga o conceito de normalidade e deixa-nos a pensar sobre a essência de ser pessoa e a importância das imperfeições e da individualidade irrepetível de cada um. Lê-se de um fôlego. Pode descarregar O Alienista em formato PDF.