
No dia 7 de Fevereiro foi apresentado na Fundação Calouste Gulbenkian o quarto relatório Paralisia Cerebral em Portugal no séc. XXI. Indicadores Regionais pelo Programa de Vigilância Nacional da Paralisia Cerebral aos 5 anos de idade (PVNPC5A).
A apresentação do relatório foi precedida por uma sessão de assinaturas para formalização do consórcio PVNPC5A e pela apresentação das mais-valias de cada parceiro no consórcio.
O Dr. Daniel Virella destacou em seguida vários aspectos do relatório e, entre eles, a redução do número de casos de paralisia cerebral em Portugal, sobretudo devido ao trabalho a nível dos prematuros com menos de 28 semanas, e também as grandes assimetrias nas diferentes regiões do país relativamente ao número de crianças com paralisia cerebral, fatores de risco e avaliação. Um dos novos fatores de risco é o número crescente de mães que têm filhos depois dos 35 anos (no caso de mães com mais de 39 anos, o risco de filhos com paralisia cerebral é 52% mais elevado).
O uso muito frequente da ressonância magnética crânio encefálica, que contribui para as definições individuais da causa e do prognóstico da Paralisia Cerebral não é consonante com a carência de recursos de avaliação funcional como visão, audição e cognição, prejudicando a identificação de necessidades e a sua satisfação.
Falou-se ainda das limitações do Programa e do esforço que representa a recolha de dados para os profissionais no terreno.
A sessão foi depois enriquecida com os comentários da Dra. Susana Pinto e do Dr. Francisco George. A primeira referiu as questões que afectam as pessoas com paralisia cerebral a nível do emprego, educação e saúde e desafiou o consórcio a alargar a sua avaliação em termos de idade. Francisco George voltou às questões da maternidade tardia e problemas resultantes da concepção medicamente assistida.
A terminar, houve um espaço alargado para dúvidas, comentários e discussão.
Foi distribuída aos participantes uma publicação com quase 90 páginas que contém o relatório e dados relevantes para a melhor compreensão da paralisia cerebral e do trabalho do consórcio.
Pode também ler online e descarregar a publicação Paralisia Cerebral em Portugal no Século XXI. Indicadores Regionais.