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Página do livro Luz - vaso de rosas frente a uma janelaMuitos alunos numa fase inicial de aprendizagem participam com prazer nas actividades de leitura, apreciam histórias e aprendem com elas. Infelizmente, como os professores de educação especial bem sabem, nem sempre conseguem ultrapassar esta fase para passarem eles próprios a leitores autónomos.

Este problema foi abordado e respondido por alguns autores através da criação do Modelo de Literacia Inicial (Beggining Literacy Framework) a partir de um desafio da empresa de tecnologias de apoio Don Johnston.

Tendo em conta a importância de usar materiais apropriados para o nível de leitura em que os alunos se encontram, consideraram necessário definir níveis (enriquecimento, transicional e convencional) com características identificáveis para professores e produtores de livros.

Apesar de o modelo ter mais de uma década, achámos fundamental traduzi-lo para português e partilhamo-lo agora consigo. Queremos agradecer especialmente a Caroline Musselwhite por nos ter apontado o texto e ter autorizado a tradução.

Pode descarregar, ler - vale a pena - e usar e comentar o modelo de literacia inicial em português. [Editado a 25 de fevereiro: O link aponta para uma nova versão. A versão anterior tinha um pequeno erro, agora corrigido, na página 10. Obrigado ao leitor que o identificou].

Os livros do site Tarheelreader, cuja interface traduzimos no ano passado, podem ser opcionalmente catalogados como livros do nível Transicional ou Convencional.

No Ano Internacional da Luz, deixamos um livro sobre... a luz que se enquadra no nível Transicional, com uma estrutura frásica simples e consistente, uma relação próxima entre o texto e as imagens e a página final com uma frase mais complexa.

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Capa do jogo Lagartas e caracóis em JClicReutilizar é um dos três R da sustentabilidade. Consiste em dar uso a materiais que, em vez de serem atirados para o lixo, ganham nova vida com outras funções ou nas mãos de outras pessoas. Na escola, é muito comum a reutilização criativa de materiais de aprendizagem.

Em sintonia com esta excelente prática, hoje propomos duas actividades matemáticas para exploração dos números de 1 a 10. Primeiro, pesquisámos imagens de caracóis e lagartas. Depois de decidirmos quais as mais interessantes, usámos o Powerpoint para criar diapositivos com diferentes quantidades de caracóis e lagartas e guardámos cada diapositivo como uma imagem separada. Desenhámos ainda uma lagarta especial com os segmentos do corpo numerados de 1 a 10.

O objectivo final era a criação de uma actividade em JClic para um aluno. Esta actividade pode ser utilizada (e reutilizada) clicando na imagem da lagarta - pode ter que aguardar um pouco para que carregue no seu navegador web.

Se já tiver o JClic no seu computador, pode descarregar o ficheiro e executar o Lagartas e Caracóis no JClic Player. Para  isso, clique em Actividade Jclic – Lagartas e caracóis.

Infelizmente, muitos alunos não usam computador. Por isso, publicámos um livro no Tar Heel Reader usando as mesmas imagens que tínhamos laboriosamente pesquisado e criado para o JClic. Desta forma, abrimos possibilidade à exploração dos mesmos conteúdos em diferentes contextos, com diferentes apresentações, para mais alunos, em múltiplos suportes. Reutilizamos, multiplicamos e todos ganhamos.

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um cacto, dois gatos e três patosO Tar Heel Reader é uma biblioteca aberta - sem custos, acessível a pessoas com dificuldades motoras e outras, com novos livros diariamente, aceitando contribuições de leitores de todo o mundo. Por isso, é virtualmente infinita. Por isso também, responde às necessidades de muitos professores que procuram para os seus alunos livros de leitura simples, numa diversidade de temas apaixonantes para os jovens leitores e que em muitos casos podem ser usados na matemática, nas ciências ou na história, e em número grande mas incerto porque sempre crescente.

Uma biblioteca poderia mostrar-te tudo se soubesses para onde olhar.
Pat Conroy

O vídeo que hoje partilhamos mostra como se pode guardar um livro em formato ePub. O ficheiro resultante pode depois ser usado quando não exista acesso à internet, pode ser impresso para criar actividades ou distribuído aos alunos. Outra possibilidade é a utilização em tablets. Neste caso, e apesar de podermos ver os livros no Safari ou no Chrome acedendo à página do Tar Heel Reader, podemos construir uma biblioteca em aplicações como o iBooks ou o GoodReader.

Se descarregarmos os livros para Powerpoint, podemos enriquecê-los com outras imagens, sons ou narração por um aluno mais velho, por um encarregado de educação ou pelo professor.
As ilustrações dos materiais escolares foram criadas pela Cátia e a ovelha é da Nairça Gonçalves, alunas de Design Gráfico do Agrupamento Eduardo Gageiro.

 

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tar heel O Tar Heel Reader é uma biblioteca de livros gratuitos vocacionada para leitores numa fase inicial da aprendizagem. Criado em 2008 por Gary Bishop, professor de Ciências da computação da University of North Carolina, e Karen Erickson, directora do Center for Literacy and Disability Studies, o site tem crescido exponencialmente em leitores e livros publicados.
Nasceu da vontade de fundar uma comunidade virtual através da qual fosse possível partilhar livros para pessoas com deficiência que não podem manipular livros físicos.
Sob a simplicidade aparente do site, esconde-se um manancial de possibilidades - todos os livros podem ser ouvidos com voz de síntese e consultados por utilizadores de ecrãs tácteis, teclado Intellikeys e manípulos. Pode também escrever os seus livros recorrendo às imagens disponíveis no Flickr ou carregando as suas. Se quiser usar os livros na sua aula sem ligação à internet, pode descarregá-los para Powerpoint ou em formato ePub.
Hoje ficou disponível a tradução para português. Pode descobrir os livros em alemão, espanhol, francês, inglês, italiano e turco. Para aumentar a, para já, modesta biblioteca em português, contamos com a sua colaboração.
Vá a http://tarheelreader.org para começar a ler e escrever as suas histórias. Clique aqui para pesquisar os livros disponíveis em português.

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Quatro surdos convivemNo dia 11 de Abril de 2014, durante o no 3º Congresso Internacional de Educação de Surdos, a Fundação PT apresentou a Academia LGP, fruto de uma iniciativa da Fundação PT em parceria com o Centro de Educação e Desenvolvimento Jacob Rodrigues Pereira (CEDJRP). A Fundação criou um Canal MEO, aloja os vídeos no SAPO Vídeos, grava a voz-off e montagem de vídeos e doou equipamento de produção de vídeo ao CEDJR.

Neste momento, estão disponíveis 300 vídeos que explicam conceitos de Físico-Química, História e Matemática e que podem ser acedidos no site da Academia LGP e prevê-se que sejam 700 no final deste ano.

A Fundação PT agradece contributos para continuar a desenvolver a Academia LGP, por exemplo, através de sugestões sobre conteúdos disciplinares prioritários e respectivos anos de escolaridade.

Numa outra parceria, desta feita com a Khan Academy, a Fundação PT tem vindo a traduzir para português os conteúdos disponíveis na conhecida plataforma criada por Salma Khan. Os quase 500 vídeos em português abrangem, por agora, as disciplinas de Física, Matemática e Química. Pode vê-los no canal Youtube específico ou no Sapo Vídeos.

[Foto de daveynin]

Piscina de bolas - pormenor da sala SnoezelenNo dia 11 de Junho, foi inaugurada a sala Snoezelen da Escola Básica José Garcês do Agrupamento de Escolas José Cardoso Pires, na Amadora, com a presença dos professores do Agrupamento, representantes da Câmara Municipal, do Instituto Nacional de Reabilitação, etc.

Depois da apresentação do projecto, os participantes foram divididos em dois grupos para visita à sala da Unidade de Apoio à Multideficiência e à sala Snoezelen. Na sala da Unidade, decorada a rigor para a festa de finalistas dos alunos que se despedem este ano daquele espaço, foi possível entrever a azáfama diária que já tivemos oportunidade de ver noutras alturas. Para a visita à sala Snoezelen, os participantes foram vendados e convidados a entrar ouvindo sons da natureza, a adivinhar aromas (café, alho, cacau, canela,...), a experimentar os dispositivos com que se pode interagir e a desfrutar de todas as actividades disponíveis naquele espaço.
As salas Snoezelen são ambientes de estimulação sensorial que exploram os benefícios produzidos por estímulos específicos nos comportamentos de pessoas com deficiência mental. Os primeiros espaços Snoezelen surgiram no Centro De Hartenberg, na Holanda, através dos terapeutas Ad Verheul e Jan Hulsegge, em meados dos anos 70. Em 1983 foi construída a primeira sala Snoezelen permanente. O conceito deriva da contracção das palavras holandesas snuffelen (explorar, sentir) e dozelen (relaxar).
Na sala Snoezelen da EB1 José Garcês podemos encontrar equipamentos e estímulos muito variados - tubos de bolhas, projectores com rodas de cores e imagens, uma bola de espelhos, uma piscina de bolas, colchões, uma cama de rede, cadeira de baloiço, música e sons da natureza. A Diretora do Agrupamento, Dra. Cristina Madaleno, teceu grandes elogios ao projecto e a quem o levou a cabo e desafiou todos os presentes a verem a sala Snoezelen como uma mais valia para a escola mas também como um espaço aberto ao Agrupamento.

Para saber mais, visite o blogue da UAM ou clique aqui para ver o vídeo com imagens do evento.

Ficha com campos de formulárioComo referíamos na primeira newsletter, é o contacto diário com os alunos e professores que nos faz alimentar e perceber o quão importante é esta partilha!
O blogue tem vindo a construir-se semanalmente como espaço de reflexão aberta para todos os professores, alunos, pais e profissionais que exploram a importância das tecnologias de apoio na inclusão.
Ao publicar o artigo sobre formulários no Word 2003, alguns professores comunicaram-nos a dificuldade em realizar os mesmos procedimentos no Word 2007 e 2010. De facto, nas versões mais recentes, é necessário activar um separador que, para além de outras ferramentas importantes, contém os botões para a construção de formulários.
Sentimos, por isso, a necessidade de partilhar um vídeo que tenha em conta as especificidades das novas versões. Apesar de mostrarmos no vídeo a interface do Word 2007, os passos são idênticos nas versões do Word 2010 e Word 2013.
Pode também descarregar os ficheiros tutoriais em PDF correspondentes ao Word 2007 directamente na página do CANTIC.
Em breve publicaremos um artigo sobre a criação de formulários no Open Office, uma solução gratuita de elevada qualidade, que usamos e recomendamos cada vez mais.

Imagem inicial da actividade GRID2O acesso indirecto através de varrimento possibilita a utilização de equipamentos e recursos que, de outro modo, não estariam disponíveis para muitos alunos.

No entanto, esta técnica só pode ser usada quando não há outras opções, por ser muito complexa e morosa. O utilizador está sempre dependente do varrimento de um conjunto de opções que pode ser vasto. Deixar passar a opção correcta implica novo ciclo de varrimento; seleccionar a opção errada implica novo ciclo (caso não seja necessário mais um ciclo para apagar o erro). Assim, o tempo de espera pela opção correcta obriga a enorme atenção e concentração. Encontrar a velocidade ideal é um processo que depende das características do aluno mas também pode depender do período do dia, nível de cansaço, etc.
Por isso, para utilizadores de varrimento, é fundamental simplificar tarefas. O GRID 2 tem algumas características que minimizam o esforço de uso como, por exemplo, a predição de texto para as tarefas de escrita.

A educadora Anabela Caiado partilhou teclados interessantes no espaço online da Sensory para o GRID 2. Para um aluno que usa vários destes teclados, decidimos alterar a mensagem inicial (no teclado Escolhe a palavra P) de modo a que se ouça a voz automaticamente. Desta forma, as mensagens e sugestões iniciais são ouvidas pelo aluno sem necessidade de cliques adicionais. O vídeo abaixo mostra o processo de alteração.

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Documento com formuláriosA realização de testes e fichas escritas, componente fundamental do processo de avaliação, coloca a muitos alunos dificuldades que ultrapassam o desafio intelectual inerente a estas provas. Para mitigar o esforço da resposta escrita, os alunos podem usar computador, ter mais tempo para realização das provas e, inclusive, criar com os professores estratégias de simplificação do processo de resposta (usar abreviaturas, responder por tópicos, etc.).
No caso de usarmos o computador, é importante formatar os documentos de modo a torná-los acessíveis aos alunos que os vão utilizar. Os formulários são uma ferramenta disponível nos processadores de texto que pode ser implementada de forma simples e rápida nas fichas e testes já existentes. A criação de campos de resposta permite uma navegação facilitada e o foco na tarefa e evita a alteração acidental do enunciado. Assim, os alunos com deficiência motora e alguns alunos com deficiência visual beneficiam destas adaptações porque podem usar o teclado (tecla TAB) ou um switch para navegar rapidamente entre os campos de resposta.
O vídeo abaixo mostra a utilização de campos de formulário no Microsoft Word 2003.
Pode também descarregar os ficheiros tutoriais em PDF sobre a construção de formulários na página do CANTIC

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Caderno de comunicaçãoQuem usa software de comunicação aumentativa tem hoje uma enorme variedade de opções gratuitas e comerciais que podem dar resposta às suas necessidades.
Os programas comerciais (The GRID 2, Speaking Dynamically Pro, Comunicar com Símbolos) ou as aplicações para tablets (Vox4all e outras) são, normalmente, soluções mais completas e robustas mas são muitas também as vantagens dos Recursos Educativos Abertos e software gratuito (para além da disponibilidade imediata e das possibilidades de melhoria e participação no desenvolvimento).
O Picto-Selector, o SISCODIS, o TICO ou mesmo o Picto4me (extensão para o Google Chrome) são exemplos com características e potencialidades diferentes mas com aspectos positivos que podem responder a um número significativo de pessoas.
O Plaphoons é outro programa gratuito, criado por Jordí Lagares Roset, um professor de matemática catalão.
Disponível há muitos anos, foi evoluindo e sendo enriquecido pelo autor com as numerosas sugestões dos seus utilizadores. Por isso, para além de permitir criar tabelas para impressão ou uso no computador, pode ser usado para actividades curriculares. É possível voz de síntese e digitalizada, pode ser usado como teclado predição de texto e os teclados criados podem ser utilizados em tablets. As opções de varrimento permitem o acesso através de comutadores por pessoas com dificuldades motoras.
No vídeo que apresentamos abaixo mostramos a criação de duas tabelas ligadas, pensadas para utilização em contexto escolar - uma com actividades na sala de aula e a outra para a higiene.
Pode descarregar o programa e vários teclados exemplo na página de descarga ou ver mais informações na página do Plaphoons.