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Apesar de mexer só o dedo, isso não me impede de mexer o mundo. (David Varela)

O David Varela foi o primeiro aluno em Portugal a terminar a licenciatura por videoconferência. Escolheu Sociologia, no ISCTE, e conclui o curso em 2012. Em seguida, escolheu um mestrado em Economia Social e voltou ao ISCTE, tornando-se no primeiro aluno a frequentar o mestrado por videoconferência.
Fez parte da direção nacional da Associação Portuguesa de Doentes Neuromusculares entre 2013 e 2014 e, em meados de 2013, decidiu criar a Vem Vencer, uma associação de apoio a crianças, idosos e pessoas com deficiência. No ano seguinte, a Vem Vencer é declarada Instituição de Utilidade Pública.
Um dia, convidámo-lo para nos falar das vantagens e o papel das tecnologias na sua escolaridade e na sua vida. E fê-lo. Para além disso, encantou os ouvintes com o seu humor, a sua história e a sua forma de ser. Pode ver o vídeo da participação do David Varela legendado.

O David deixou-nos no dia 12 de fevereiro, serena e subitamente. Podemos dizer que era assim que geria o seu dia a dia, com a imediatez calma de quem queria viver uma vida plena e construir caminhos novos.

Ser o primeiro, para abrir portas para os primeiros. Porque todos somos primeiros. (David Varela)

Encontro Nacional Todos Juntos Podemos LerVai realizar-se no próximo dia 27 de janeiro, entre as 9h30 e as 18 horas, no Fórum Picoas, em Lisboa, o Encontro nacional Todos Juntos Podemos Ler. Este Encontro quer ser um momento de reflexão e partilha do trabalho realizado no âmbito do Projeto Todos Juntos Podemos Ler e, ao mesmo tempo, um desafio para pensar ações futuras com vista à criação de uma efetiva cultura inclusiva, na escola pública atual.

O projeto Todos Juntos Podemos Ler, iniciado em 2011, integra atualmente 72 Agrupamentos de Escolas. Resulta de uma parceria entre a Rede de Bibliotecas Escolares, o Plano Nacional de Leitura e a Direção de Serviços de Educação Especial e Apoio Socioeducativo da Direção Geral da Educação. Para além da promoção da leitura junto dos alunos com Necessidades Educativas Especiais, o projeto assume-se como um espaço de partilha de saberes, de experiências e de materiais pedagógicos.

Os destinatários preferenciais do Encontro Todos Juntos Podemos Ler são os Diretores, Professores Bibliotecários e docentes de Educação Especial dos agrupamentos que integram o projeto, mas todos os interessados poderão inscrever-se, ficando a sua participação apenas sujeita à lotação do espaço.

Este encontro está reconhecido pela Direção-Geral da Educação como ação de curta duração.

O CANTIC, que esteve ligado ao projeto Todos Juntos Podemos Ler desde o seu início, participa no Encontro com a dinamização de uma oficina de criação de Livros ilustrados com o Tar Heel Reader.

Pode descarregar o programa do Encontro Todos Juntos Podemos Ler (em formato PDF) e saber mais sobre este evento e inscrever-se na página do Encontro Todos Juntos Podemos Ler.

Navegar na web é para todosAproveitando a energia acumulada dos pinhões, das passas e das vontades cheias para este ano, começamos 2017 com uma proposta de formação em acessibilidade web disponível para professores de todos os grupos disciplinares que confere um crédito aos participantes que a concluam com sucesso.
A ação de formação Criação de sítios web acessíveis numa escola inclusiva é oferecida em regime de blended learning e tem uma duração de 25 horas. Começa já na 6ª feira, dia 13 de janeiro, com uma sessão presencial das 14h30 às 18h30. As seis sessões seguintes, ao ritmo de uma sessão por semana, decorrem em regime de e-learning. A última sessão, também presencial, deverá realizar-se no dia 10 de março de 2017.
As sessões presenciais decorrem na Escola Secundária de Sacavém, sede do Agrupamento de Escolas Eduardo Gageiro.
Esta formação foi criada com o principal objectivo de promover a acessibilidade das páginas das escolas, de modo a cumprirem padrões de acessibilidade consentâneos com as directrizes do World Wide Web Consortium para que possam ser compreendidas e pesquisáveis por todos os utilizadores, incluindo pessoas com cegueira, baixa visão, surdez, limitações de movimento ou limitações cognitivas.
Para mais informações, consulte o cartaz de divulgação da acção Criação de sítios web acessíveis numa escola inclusiva ou o Centro de Formação de Loures Oriental.
Para inscrever-se, preencha e envie o impresso de inscrição na ação Criação de sítios web acessíveis numa escola inclusiva para o email do Centro de Formação de Loures Oriental até ao dia 9 de janeiro de 2017.

Silhueta de casas, pinheiros e presentes e trenó com renas. Texto Feliz Natal
Imagem adaptada de Freepik.com

A paz sem vencedor e sem vencidos

Sophia de Mello Breyner Andresen

No último dia de um incrível outono, desejamos-lhe um Feliz Natal e um Ano de 2017 cheio de coisas boas, a nível pessoal e profissional. E que o verso da poeta (Sophia não gostava da palavra poetisa) seja cada vez mais uma realidade. E que nós sejamos seus obreiros.

" "Há poucos dias, recebemos a visita de um professor brasileiro que procurava documentar-se sobre a resposta das escolas portuguesas aos desafios da diversidade. Por isso, visitámos uma Unidade de Apoio à Inclusão de Alunos com Multideficiência e uma sala Snoezelen que existe no Agrupamento e que está aberta às estruturas da Comunidade que dela necessitam.

O resto do tempo disponível foi gasto num diálogo profícuo em que mostrámos o funcionamento dos Centros de Recursos TIC e o seu papel na avaliação e apoio aos alunos que precisam de tecnologias de apoio e na formação de docentes. Ao mesmo tempo, percebemos melhor a realidade das escolas do Brasil, os ganhos da escola inclusiva e os caminhos novos que vão trilhando e que se cruzam em múltiplos aspectos com o percurso de Portugal.

Entre os materiais partilhados no nosso encontro, a brochura Tecnologia Assistiva nas Escolas: Recursos Básicos de Acessibilidade Sociodigital para Pessoas Com Deficiência (2ª edição) apresenta um capítulo sobre acessibilidade, outro sobre o computador enquanto tecnologia de apoio na educação e um terceiro capítulo sobre materiais que podem ser construídos ou adpatados pelas escolas.

Por muito tempo, predominou a visão da deficiência como um problema individual, transferindo à pessoa a responsabilidade de “mudar” ou “adaptar-se” para viver em sociedade. A partir da década de 1960, essa visão começou a ser questionada e, pouco a pouco, a deficiência passou a ser entendida a partir da interação das pessoas com o contexto em que vivem. No modelo inclusivo, fundamentado nessa visão, cabe à sociedade adaptar-se para acolher as diferenças e promover condições de acesso – para todos os cidadãos, com ou sem deficiência – aos serviços coletivos de saúde, educação, trabalho, locomoção, segurança etc. (In Tecnologia Assistiva nas Escolas)

A brochura Tecnologia Assistiva (Ta): Experiências Inovadoras - Soluções de Acessibilidade apresenta alguns projectos concluídos, outros à procura de condições para avançar e ainda ferramentas gratuitas.

O livro As tecnologias nas práticas pedagógicas inclusivas reúne contribuições de muitos autores e debruça-se sobre as tecnologias de informação e comunicação, as tecnologias de apoio e a formação de professores.

Veja algumas fotos do encontro no álbum Visita do Brasil.

Demonstração do MYM Eu ConsigoOs professores dos Centros de Recursos TIC (CRTIC) reuniram-se hoje na Direcção Geral de Educação (DGE) para uma jornada em que foram apresentados os resultados do ano lectivo 2015-16 e as ideias de funcionamento para este ano.

A abertura do Encontro esteve a cargo do subdirector geral da DGE, Dr. Pedro Cunha, que falou da importância de retormarmos a radicalidade da ideia da inclusão enquanto gestão de todos os alunos que estão na escola.

A Dra. Ida Brandão apresentou os dados globais do ano lectivo anterior e os sistemas de videoconferência instalados e fez um balanço do curso online e-acessibilidade. Em breve será lançado o Curso online Faça Você mesmo, que incidirá sobre técnicas de construção de materiais e tecnologias de apoio de baixo custo.

A Dra. Alexandra Crespo falou da atribuição de produtos de apoio com recomendações para este ano e, logo a seguir, os CRTIC apresentaram as suas perspectivas de trabalho e formas de funcionamento.

A parte da tarde estava reservada para a mostra e exploração de software e materiais de baixo custo construídos pelos CRTIC. Quando estiverem disponíveis publicamente, daremos conta das soluções mostradas. Em destaque, o MYM - Eu consigo, que ganhou recentemente o prémio Ilídio Pinho e as mil criações da Dra. Ida Brandão com matérias-primas de fácil acesso e preço muito reduzido.

Por falta de tempo, não apresentámos algumas das baixas tecnologias que desenhámos e produzimos em diferentes contextos e para diferentes alunos. Fa-lo-emos em breve aqui.

Para já, deixamos as fotos do dia no álbum Jornada CRTIC 2016-17 e uma ficha de construção e um vídeo (em inglês) de um suporte para tablet semelhante a uma das propostas que levámos.

Homem de costas a escrever a palavra "workshop"

Até ao final do ano lectivo, aumenta a urgência de trabalhar com os alunos as competências necessárias para enfrentarem os desafios das provas finais, do ano seguinte e, porque não, da vida. Por isso, é fundamental gerir, da forma mais elegante possível, o trabalho diário e as oportunidades de formação.
Deixamos algumas sugestões (ou mais desafios!) relacionadas com a utilização de tecnologias e de tecnologias de apoio na escola.

Tecnologias e metodologias da programação no ensino básico

No âmbito de uma nova pós-graduação na área do ensino da programação para crianças, o Instituto de Educação da Universidade de Lisboa realiza um seminário no dia 28 de Maio, no Anfiteatro II, para educadores, professores, directores de escolas e agrupamentos de escolas, formadores e outros agentes. O seminário é gratuito mediante inscrição prévia.
Pode descarregar o programa do seminário e o formulário de inscrição.

Ciclo de workshops Vem falar de tecnologias

O CRTIC de Setúbal promove um conjunto de workshops sobre tecnologias de apoio. Os workshops são gratuitos mas, por motivos de planeamento, é obrigatório inscrever-se previamente. Os workshops decorrem em diferentes dias, sempre das 14:30 horas às 17 horas

8 Maio – As tecnologias e a visão/audição
Formulário de inscrição para As tecnologias e a visão/audição

1 Junho – As tecnologias e a comunicação
Formulário de inscrição para As tecnologias e a comunicação

15 Junho – As tecnologias e a deficiência motora
Formulário de inscrição para As tecnologias e a deficiência motora

29 Junho - Sites e apps para a educação
Formulário de inscrição para Sites e apps para a educação

Para mais informações, visite a página sobre este ciclo no CRTIC de Setúbal.

TIC@Portugal’16

A EDUCOM – Associação Portuguesa de Telemática Educativa (APTE), através do seu Centro de Competência TIC, organiza, mais uma vez, o TIC@Portugal’16 Encontro de professores sobre utilização educativa das TIC.
Este evento pretende ouvir os educadores e professores que no terreno usam as TIC, através da apresentação do seu trabalho, e convida especialistas a contribuírem com o que de mais recente se sabe neste domínio. É uma oportunidade para se divulgar e debater a utilização das TIC nos processos de ensino e de aprendizagem, com especial ênfase para a utilização dos dispositivos móveis na educação e para a educação não formal e aprendizagem ao longo da vida.

Mais informações na página sobre o TIC@Portugal'16.

Notas finais

A acção de formação Criação de Páginas Web Acessíveis, organizada pelos Centros de Recursos TIC da Amadora, Loures tem início também no dia 28 de Maio.

Seminário Práticas de Ensino em Sala de Aula já aconteceu mas foram agora disponibilizadas as Atas digitais, que pode descarregar a partir da página deste Seminário que decorreu em duas cidades brasileiras e em que o CANTIC também participou.
Descarregue as Atas digitais do Seminário Práticas de Ensino em Sala de Aula (Curitiba).

Alunos participam num workshop de tecnologias de apoioNo dia 19 de Março, o CANTIC esteve numa escola de 1º ciclo próxima para falar a alunos do 1º ao 4º ano sobre os Centros de Recursos TIC, a sua missão, objectivos e actividades. Apesar de estarmos habituados a falar sobre os Centros de Recursos a alunos, pais, professores e público em geral, aceitámos este desafio com a noção de que o público infantil exige explicações muito claras e directas, adaptadas ao seu nível etário, curiosidade insaciável e sede de participação. Por isso, preparámos um pequeno workshop dividido em quatro partes: o papel, objectivos e missão dos CRTIC e a forma como o CANTIC os concretiza; falar com as mãos, sobre a importância e os instrumentos da comunicação aumentativa; eu também quero brincar, para mostrar a necessidade do jogo no desenvolvimento e o papel dos brinquedos adaptados; histórias com cabeça, para experimentar a técnica de varrimento e as possibilidades de escrita com utilização de um manípulo accionado com a cabeça, com o cotovelo, etc.

Durante toda a tarde, repetimos o pequeno workshop nove vezes, em sessões contínuas que se prolongaram até ao encerramento da escola. A candura, a rapidez nas respostas, o interesse e a vontade de todos em participar em todas as demonstrações e actividades surpreenderam-nos tão positivamente que o tempo passou quase sem darmos conta.

Aos alunos, obrigado pelo interesse e pela aprendizagem que nos permitiram, Aos professores e coordenação, obrigado pelo convite, simpatia e profissionalismo.

Para ver mais fotos consulte o Flickr do CANTIC.

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Fomandos na 1ª sessão do curso de formaçãoTeve início no passado dia 26 de novembro de 2014, na EB 2,3 José Cardoso Pires, na Amadora, mais um Curso de Formação Comunicação Aumentativa: Tecnologias de Apoio em Contexto de Sala de Aula ministrado pelo CANTIC, integrado no plano de formação do agrupamento e realizado com a colaboração do Centro de Formação dos Agrupamentos de Escolas do Concelho da Amadora (CFAECA).

O Curso, que vai já na 5ª edição, irá prolongar-se até ao dia 4 de fevereiro de 2015. Durante 25 horas, através de propostas de trabalho práticas, de dinâmicas colaborativas e de partilha de experiências, os professores vão reflectindo sobre as suas práticas e construindo saberes que podem vir a ser fundamentais para os alunos que precisam de tecnologias de apoio para comunicar.

Sendo uma formação eminentemente prática, o número de vagas é limitado e, por isso, não foi possível responder à maioria dos colegas interessados. Esperamos ter novidades ainda durante este ano lectivo, com uma nova edição (provavelmente com um novo formato) desta formação.

Até lá.