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 A Força do Hábito é um livro de Charles Duhigg sobre o poder dos hábitos na nossa vida publicado pela Dom Quixote há já algum tempo.

A maioria das opções que tomamos parecem-nos resultado de decisões muito bem pensadas, mas não. São hábitos.

E se cada hábito isoladamente parece pouco relevante, com o passar do tempo os alimentos que comemos, o que dizemos aos filhos, as decisões que tomamos de poupar ou gastar, a frequência com que fazemos exercício e a forma como organizamos os nossos dias, acabam por ter um impacto enorme sobre a saúde, produtividade, bem-estar económico e felicidade.

Transformar um hábito não é necessariamente fácil ou rápido. Nem sequer é simples. Mas é possível.

A leitura deste livro ajuda-nos a perceber melhor o que são e como se formam os hábitos e, nesse sentido, pode ser precioso na análise do nosso trabalho, do nosso lazer, daquilo que nos faz perder tempo e daquilo que, efectivamente, nos move. Quando o computador ou o telefone nos avisam da chegada de um e-mail ou de uma mensagem, somos imediatamente levados a lê-la, não porque nos torna mais produtivos mas porque temos uma recompensa que é a possibilidade de nos afastarmos do trabalho que temos que realizar.

Mas, para além de poder esclarecer os nossos hábitos, este livro também é importante para todas as pessoas que trabalham em educação. Um dos casos iniciais do livro é a história de Eugene, com um problema que o impede de se lembrar de ter comido há minutos ou de que já viu um programa de televisão dezenas de vezes mas que consegue regressar a casa de um passeio longo sem qualquer auxílio. A anatomia dos hábitos e a importância dos estímulos adequados, de que o resto do livro fala, podem ser uma ferramenta muito útil para tornar a aprendizagem mais próxima das necessidades e da individualidade de cada aluno.

Bons hábitos.

 Recentemente encontrámos três artigos que gostaríamos de partilhar. Contam a história de três pessoas ímpares para quem as tecnologias são fundamentais (apesar de as tecnologias não serem o foco dos artigos). São histórias de superação que inspiram e mostram três pessoas dispostas, cada uma de sua forma, a mudar o mundo e como estão a consegui-lo.

Kyle Schwaneke é um programador com autismo, recentemente contratado para o desenvolvimento de software para a consola Xbox da Microsoft. Este engenheiro e a sua visão do mundo estão a ajudar a construir melhores produtos.

Leia o artigo sobre Kyle Schwaneke.

Jenny Lay-Flurrie é surda. A empresa em que trabalhava promoveu-a e Jenny pensava não conseguir dar conta das novas responsabilidades que o cargo lhe traria. Pelo contrário, a empresa apoiou-a totalmente. Hoje é directora de acessibilidade na Microsoft.

Jenny Lay-Flurrie diz que sempre foi inspirada pelo mantra dos pais “A única coisa que te impede de avançar és tu” mas confessa:

Levei muito tempo a perceber que a minha deficiência é uma força. Nós nascemos a resolver problemas, somos leais e motivados. Não mudaria o meu percurso por nada deste mundo.

Leia o artigo sobre Jenny Lay-Flurrie.

Steve Gleason foi jogador da Liga de Futebol Americana (NFL). Diagnosticado com esclerose lateral amiotrófica, Gleason “decidiu que o diagnóstico era mais uma razão para se preparar para viver.”
Steve criou a Fundação Team Gleason e organiza o festival Spokane’s Gleason Fest. Nas fotos do artigo pode ver-se como a tecnologia é uma extensão de si próprio.

Leia o artigo sobre Steve Gleason.

Os artigos estão em inglês mas valem o esforço de uma visita ao Google Translate.

Barnaby passeia flutuando com a mãe preso a uma trelaA família Brocket é normal. Não quer outra coisa. Procura o que é normal. Evita e despreza o que, segundo os seus padrões de normalidade, não é normal. Alistair e Eleanor tiveram dois filhos normais, Henry e Melanie. O nascimento do terceiro filho muda tudo.

Quando Alistair, que se orgulha de sempre ter tido os pés assentes no chão, anuncia que Barnaby tem uma característica especial, tanto Henry como Melanie mostram que não são desprovidos de imaginação e recebem do pai uma reprimenda: Nem eu nem a vossa mãe temos qualquer tipo de imaginação e certamente não vos educámos para terdes uma.

Desde o nascimento, e contra todas as admoestações da mãe, Barnaby não respeita a lei da gravidade. O medo do ridículo leva Alistair e Eleanor a desprezarem Barnaby. E um dia tomam uma atitude que mudará para sempre a vida desta criança de oito anos.

A Coisa Terrível que Aconteceu a Barnaby Brocket é um livro de John Boyne, o celebrado autor de O Rapaz do Pijama às Riscas. As ilustrações são de Oliver Jeffers.

Dentre todos os temas que podem ser explorados no livro e a partir do livro A Coisa Terrível... é também uma parábola sobre as múltiplas formas de convívio com a diferença.

O livro está disponível em capa mole e como ebook.

Bons voos!

 Se não teve ainda tempo para rechear a sua biblioteca de férias, corra para a livraria mais próxima antes que se instalem os sintomas de desidratação mental provocados pela falta de leitura.

Em alternativa, pode usar a conexão do bar da sua praia, esplanada ou jardim favoritos para descarregar livros para o seu telefone ou tablet. Para além das plataformas de venda de livros, uma das fontes gratuitas de boa literatura continua a ser o Projecto Gutenberg. Dos Lusíadas à História Alegre de Portugal ou ao Amor de Perdição, passando por obras noutras línguas que não a lusa, pode encontrar um respositório dificilmente esgotável de cultura e lazer.

Se quiser aproveitar para pôr em dia os seus conhecimentos de informática, pode aproveitar a oferta de livros que a Microsoft decidiu disponibilizar gratuitamente.

Dentre os muitos textos, os que mais provavelmente poderão interessar os leitores são guias de referência rápida e atalhos de teclado para o Windows e o Office da Microsoft. Destacamos dois que exploram o tema da acessibilidade: Accessibility in Windows 10: A Guide for Educators (Empower students with accessible technology that enables personalized learning) e o Win8 Accessibility Tutorials. Os sistemas operativos contêm actualmente funcionalidades que tornam mais simples a utilização de computadores e dispositivos móveis para pessoas com problemas de acessibilidade. Estes guias focam as opções de acessibilidade do Windows e do Office para alunos com dificuldades de aprendizagem, comunicação, motoras, visuais e auditivas.

Boas leituras!

Bolo com a capa do livro Faz o que eu façoPela oportunidade, deixamos mais uma sugestão de leitura.

O livro Faz o que eu Faço & Faz o que eu te Digo - Uma mão cheia de Histórias para Ouvir, Partilhar e Agir... foi apresentado no dia 2 de julho de 2016 na Livraria & Bar da Chiado Editora, em Lisboa.
Durante a apresentação, Isabel Chagas, professora da Universidade de Lisboa, e Dulce Rocha, Presidente Executiva do Instituto de Apoio à Criança, que prefaciou, falaram das seis histórias que constituem esta publicação.

Cada uma destas histórias é, para a autora Dulce Mourato, um convite à reflexão aprofundada sobre temas tão importantes como o nascimento, o direito à diferença, a segurança na internet ou a morte.

Depois das histórias, as últimas dez páginas contêm sugestões de actividades como o "mural do contentamento descontente" ou "o lixo de uns pode ser o luxo de outros".

Na sinopse pode ler-se:

Estás na idade de fazeres a diferença e de mudares o Mundo à tua volta com gestos simples e palavras doces, privilegiando o diálogo e a liberdade de opinião.

Com este livro vais aprender a transformar uma cara fechada num sorriso e a deixar entrar o Sol na tua vida e nas vidas dos que te são mais próximos, sem medos e com a ousadia de sonhar, de lutares pelos teus sonhos para chegares mais além…

Sim, podes fazer a diferença, agindo, ouvindo e respeitando os outros e as suas particularidades, com a certeza de que se assim agires há sempre alguém que te fará o mesmo, porque te considera muito importante, alguém que te ama e que te vai apoiar incondicionalmente….Porque és uma Pessoa Muito Importante e Muito Especial!

Pode comprar o livro em papel ou em formato digital na página da Chiado Editora ou nas livrarias.

Veja fotos do lançamento do livro no álbum Livro Dulce Mourato.

Capa do livro A Arca de Não É... A História ContinuaA Google anunciou o Verão com mais um doodle. Por isso, apesar do vento parecer não concordar com a Google, temos que começar a criar espaço para as leituras a que o sol e o calor convidam.

A nossa primeira contribuição parte do trabalho de alguns alunos do 5.º ano da Escola Básica José Cardoso Pires. No âmbito da Semana da Leitura, leram A ARCA DE NÃO É ou o guia dos animais que poderiam ter existido um livro de Miguel Neto e Julie Staebler que faz parte do Plano Nacional de Leitura.

E se quem conta um conto acrescenta um ponto, quem lê também pode fazê-lo. Estes alunos não conseguiram resistir à tentação de continuar a encher a Arca de Não É com mais criaturas.

O resultado foi um conjunto de ilustrações e textos que vale a pena ler e saborear.

Os autores estão todos de parabéns. Pode ler o livro que foi criado na plataforma StoryJumper chamado "A Arca de Não É" A História Continua...

Os leitores pouco experientes também podem deleitar-se com uma recriação do livro que preserva as imagens originais e mantém a estrutura frásica em cada página. Pode ler a nova versão do livro A Arca de Não É na plataforma Tar Heel Reader.

Pode ser que da leitura surja a vontade de escrever, pintar, modelar novos habitantes para a inesgotável (e paradoxal, convém que se diga -  depois de criado um animal, será que ainda pode ir para a arca de não é? Porque é!) arca de não é.

Ao brincar, a criança verifica o que consegue fazer e descobre as suas possibilidades de vontade e pensamento ao exercer o seu poder espontaneamente (The Education of Man, Friedrich Froebel)

Alunos na banca do CANTIC na Futurália

O CANTIC esteve presente na Futurália no dia 17 de Março. Professores, técnicos, expositores e alunos passaram pelo espaço onde nos encontrávamos e pudemos, mais uma vez, falar do papel, atribuições e importância dos Centros de Recursos TIC na divulgação e utilização de tecnologias de apoio.
Para todos os interessados, seguiu-se uma demonstração de algumas baixas e altas tecnologias e das múltiplas possibilidades que abrem aos alunos da escola actual que se quer de todos e para todos.
Um dos tópicos que tem primazia nesta demonstração é a manipulação de brinquedos e livros adaptados. Nesse âmbito, falamos da influência do jogo na aprendizagem e no crescimento físico e intelectual dos alunos.
Nesta altura em que a escola se dedica a outras actividades e as crianças passam mais tempo por casa, pode ser interessante tem em conta algumas sugestões de dois livros fantásticos.
O Instituto Mara Gabrilli lançou em 2015 o manual com o título Brinquedos e Brincadeiras Inclusivos. Pode descarregar o livro Brinquedos e Brincadeiras Inclusivos em formato PDF.
O projecto Incluir Brincando, uma iniciativa da Vila Sésamo e do Fundo das Nações Unidades para a Infância – UNICEF, que procura contribuir para a garantia do direito de brincar a todas as crianças, respeitando os ritmos e a individualidade de cada publicou o guia Brincar Inclusivo. Pode descarregar o Guia Brincar Inclusivo em formato PDF bem como um folheto com Dez Passos para um Brincar Inclusivo.

Pormenor do cartaz do concurso - menino com auscultadores e brinquedos atrásA Direção Regional de Educação, da Região Autónoma da Madeira, lançou a 3.ª edição do Prémio de Literatura Infantojuvenil Inclusiva Todos Podem Ler. O período de candidaturas ao Prémio está aberto até ao dia 2 de maio.

Este é um prémio que teve início em 2013 e, desde essa altura, foram criados vários livros em diferentes adaptações que pode descarregar nas lojas Kobo, Apple Store e Google Play e em formatos como PDF e MP3. Pode ler e descarregar os livros criados desde 2013.

Esta iniciativa pretende contribuir para a produção e promoção da Literatura Inclusiva, destinada à infância e juventude, através da criação de histórias e/ou ilustrações e a utilização de formatos alternativos, designadamente Braille e/ou relevo, negro ampliado, Símbolos Pictográficos, Língua Gestual Portuguesa, Áudio ou Leitura fácil.
A iniciativa tem caráter universal e destina-se a candidatos individuais ou coletivos (grupo máximo de quatro pessoas), devendo os textos ser escritos em prosa ou em verso, em língua portuguesa e em, pelo menos, dois formatos alternativos.
O prémio é atribuído em duas categorias:
Categoria I - Candidatos infantojuvenis: até 16 anos de idade
Categoria II - Candidatos adultos: a partir de 17 anos de idade

Para mais informações, pode consultar e descarregar o regulamento da 3.ª edição do Prémio de Literatura Infantojuvenil Inclusiva.

Caps de livros no Tar Heel ReaderTexto aumentado

Há poucos dias foi adicionada mais uma funcionalidade ao Tar Heel Reader. Agora, podemos usar a tecla Z para aumentar o texto. Para além do original, temos três novos tamanhos de letra. Ao premir a tecla Z, o texto aumenta e a imagem diminui até voltar à visualização original quando se prime a tecla pela quarta vez. Se escolhermos uma versão aumentada do texto, primeiro surge a página original e depois a versão em texto aumentado.

Mas existem outras funcionalidades novas, agora disponíveis em português.

Leitura offline

Mesmo a tempo das notícias recentes sobre as dificuldades de acesso à internet nas escolas, a leitura offline cria a possibilidade de acesso aos livros mesmo que o utilizador não esteja ligado à internet. Para isso, quando estiver ligado, adicione os livros aos Favoritos e, depois, escolha a opção Livros de leitura offline. Na página de Livros de leitura offline, escolha a opção Adicionar favoritos a livros locais. Assim, pode usar sempre os seus livros favoritos. Infelizmente, perdem-se as opções de voz de síntese, exceptuando a voz do sistema.

Livros em rascunho favoritos

Agora também é possível ler livros antes da sua publicação desde que os adicionemos aos Favoritos. Desta forma, os livros que ainda não estão preparados para publicação ou que são para uso só de alguns alunos ou em contextos específicos ficam disponíveis. Para isso, basta ler o livro na página Meus Livros e depois adicioná-lo aos Favoritos clicando no coração do canto superior direito.

Palavra-chave

Se quiser alterar a palavra-chave atribuída pelo Tar Heel Reader, basta clicar no botão Perdi a palavra-chave, clicar na hiperligação enviada pelo Tar Heel Reader para a sua caixa de correio electrónico e substituir a palavra-chave original por uma mais fácil de memorizar para si.

Voz do sistema

No menu de Voz (roda dentada no canto superior direito) a última opção utiliza a voz predefinida do sistema. Infelizmente, não está disponível em português no Windows e também não conseguimos que funcionasse no sistema iOS. Funcionou muito bem num dispositivo recente com o sistema Android.

E mais

Traduzimos também os livros Ajuda: Como escrever um livro e Ajuda: Orientar-me no Tar Heel Reader que podem ser uma ferramenta facilitadora quando se quiser fazer a exploração das potencialidades do Tar Heel Reader.
E, ainda em português, há livros novos para ler e explorar com os seus alunos.

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Escultura (homem feito de letras metálicas) sentado em paisagem de neve com mar ao fundoTem início no próximo dia 4 de Fevereiro, em Coimbra, Lisboa e Porto, o Curso de Formação Formar + Inovar = Incluir para professores bibliotecários, equipas das bibliotecas e professores de educação especial. Esta formação é promovida pela Rede de Bibliotecas Escolares no âmbito do Projecto Todos Juntos Podemos Ler.

Criar bibliotecas escolares inclusivas, que proporcionem reais oportunidades de leitura para todos os alunos, é talvez um dos maiores desafios colocado às bibliotecas que se pretendem assumir como espaço de excelência para o desenvolvimento da literacia e como garante da igualdade de oportunidades.

A atuação articulada da Rede de Bibliotecas Escolares, da Direção de Serviços de Educação Especial e Apoios Socioeducativos e do Plano Nacional de Leitura permitiu lançar o Projeto Todos Juntos Podemos Ler que procura dinamizar respostas ajustadas às exigências e às necessidades de todos os alunos, através da criação de projetos de leitura diversificados, que prevejam condições para a efetiva participação e preparação dos alunos com necessidades educativas especiais a par dos seus colegas.

Para cumprir este desafio, são de importância fundamental as tecnologias de apoio e, por isso, a formação terá como objectivo a exploração de ferramentas digitais que possam ajudar os professores na tarefa de ajudar todos os alunos a ler.

Como já aqui dissemos, o Tar Heel Reader é um espaço de criação e partilha de livros inclusivos e, neste contexto, mostramos mais dois livros em português. Um é sobre os principais deuses da mitologia grega e outro sobre o Inverno. Foram baseados em trabalhos do Hospital de Dona Estefânia e do Centro de Medicina de Reabilitação de Alcoitão.

Revigorados pelas tradicionais doze passas carregadas de açúcar e de desejos por cumprir, o Ano Novo que começa parece-nos a altura ideal para listar resoluções e vontades que desaguarão por alturas do Natal, mais ou menos realizadas. E se gastássemos uma dúzia inteirinha de passas a desejar que se cumprisse a nossa individualidade e soubéssemos ser dádiva do que em nós é único, pleno e irrepetível?

No final do ano, o blogue das escolas de hospital lembrou-nos isso mesmo através de uma história lida e manipulada pelos alunos do Centro de Medicina de Reabilitação de Alcoitão. Aqui fica um excerto.

Fizemos de conta que a nossa casa era em Inglaterra.
O Ruben leu uma história em inglês - The Mixed-up Chameleon de Eric Carle - que nos conta a vida de um camaleão que queria ser como os outros animais, porque não gostava de si próprio. Assim, vai mudando a sua aparência física, pois os seus desejos são sempre satisfeitos. Muda tanto que deixa de ser ele, ao ponto de não conseguir alimentar-se. Perde a sua personalidade, por isso fica triste e percebe que errou. Pede então o seu último desejo: ser ele mesmo de novo. O desejo é cumprido e fica feliz.
Construímos com papel esponja um camaleão com as partes de outros animais: pernas de flamingo, cabeça de elefante, pescoço de girafa, cauda de raposa. Demos-lhe o nome de camaleão baralhado.

Ruben a ler o livro
Ruben leu o conto em inglês
Mesa com alimentos
A mesa recheada de alimentos bons
O camaleão com partes de outros animais
O camaleão com partes de outros animais
Aluno junto ao quadro a apontar para o camaleão
Cada aluno ia ao quadro colocar uma peça do camaleão
Construção do camaleão juntando partes de outros animais
A cara do elefante foi a mais divertida
Construção do camaleão juntando partes de outros animais
A colocar a cauda da raposa
Camaleão com muitas partes de animais
O camaleão mais baralhado
Camaleão com formas geométricas
Outro camaleão menos baralhado

Para ler o resto das actividades e outros artigos, visite o blogue A Escola No Hospital, actualizado semanalmente.

Existem muitas actividades baseadas no livro de Eric Carle. Procure na web ou veja um vídeo, ou aceite as sugestões de Colleen Trageser, Danielle Lott ou Brandi Cook, no Pinterest.

Bom ano!

Capa do livro MilagreO Inverno parece ter-se lembrado de existir e, com isso, convidar-nos às noites de lareira e aconchego, com inevitáveis livros que nos conduzam, tanto quanto possível, sãos e salvos ao novo ano e a uma nova etapa escolar.

Numa releitura do livro Milagre (Wonder, no original) da escritora R. J. Palacio, reparámos que, entre as capas de várias edições, existe uma discrepância interessante. Se ainda não leu, o livro conta a história de August, um menino de dez anos com uma deformação facial que não lhe facilita nada a vida. A voz de vários narradores, com diferentes pontos de vista sobre August, torna a leitura muito fácil e interessante. O livro começa com a personagem principal a a apresentar-se. A certa altura diz "Não vos vou descrever a minha cara, seja o que for que possam pensar, é pior." Essa foi a frase escolhida para a capa da edição portuguesa. A frase de capa de uma das edições em inglês é  "You can't blend in when you were born to stand out" e faz-nos pensar na importância e riqueza de sermos todos diferentes. O excerto que deixamos abaixo, retirado também das páginas iniciais do livro, mostra como a autora consegue, em poucas frases, apresentar vários dos problemas com que se debatem muitas crianças com deficiência e as suas famílias. Se ainda não leu, leia. É divertido e comovente e convida à reflexão.

Vou entrar para o quinto ano na próxima semana e, como nunca antes frequentei uma escola a sério, estou totalmente petrificado. As pessoas pensam que eu não fui para a escola por causa da minha aparência, mas não é isso. Foi por causa de todas as cirurgias que fiz. Vinte e sete desde que nasci. As maiores foram feitas ainda eu não tinha sequer quatro anos, por isso não me lembro delas. Mas, desde então, tenho feito duas ou três cirurgias todos os anos (umas grandes, outras pequenas). Por ser pequeno para a minha idade e reunir em mim mais alguns mistérios da medicina que os médicos nunca perceberam bem, costumava adoecer muito. Foi por isso que os meus pais decidiram que era melhor eu não ir para a escola. Agora, porém, estou muito mais forte. Fiz a última cirurgia há oito meses e provavelmente não terei de fazer mais nenhuma durante mais alguns anos.
A mãe dá-me aulas em casa. Era ilustradora de livros infantis (...). Há muito tempo que não a vejo desenhar nada. Creio que anda demasiado ocupada a cuidar de mim e de Via.

Votos de um Bom Ano Novo!

Círculos coloridos ligados por linhas com logótupo do CANTIC ao centro e frase com votos de boas festas

"O ser humano não é deficiente. Uma pessoa nunca pode estar danificada. São os nossos edifícios e as nossas tecnologias que estão danificados e deficientes. " (Hugh Herr)

Votos de um Feliz Natal e um Ano Novo de 2016 cheio de sucessos pessoais e profissionais


O excelente livro Tecnologias de apoio para pessoas com deficiência está disponível gratuitamente em versão digital. Leia-o na página da Unidade Acesso.

Pode adquirir cópias em papel através da ANDITEC.

Sombra de ciclista numa estrada de alcatrão que converge para o infinitoAté que enfim, é altura de dar uso aos novos manuais, lápis, mochilas e, finalmente também, rever os amigos, conhecer novos colegas e professores e, com toda a energia acumulada nas férias, começar a estudar como nunca se viu!

O início de um novo ciclo significa que outro termina e os professores gostam de começar o ano a tomar conhecimento de tudo o que aconteceu durante as férias. E haverá melhor maneira de se despedir do Verão do que a partilhar as descobertas e aventuras dos últimos meses?

Uma forma possível de explorar e multiplicar os efeitos desta actividade seria criar um livro com as experiências de cada um.

O Tar Heeel Reader é uma ferramenta única de criação de livros. A simplicidade e imediatez do programa ajudam a fixar os momentos especiais (andar a cavalo, acampar, passear na montanha ou correr na praia) num formato claro, acessível e apetecível. Depois de criado o livro, pode ler-se na turma, enviar para os pais, reler noutras alturas do ano ou publicar na plataforma do programa, certamente para gáudio dos milhões de leitores que a utilizam.

Veja o nosso exemplo de um livro das férias e o vídeo sobre como criar livros no Tar Heel Reader. Não se esqueça que, para criar livros, tem que se registar. O processo de registo é simples mas, se tiver dúvidas, veja a ajuda no site ou contacte-nos.

Crie também um livro com os seus alunos. Como foram as férias?

Canetas de feltro dispostas em forma de coraçãoPara muitos alunos, o regresso à escola é sinónimo de materiais escolares novinhos em folha e reencontro com os amigos. E agora que o Verão parece querer despedir-se de cara feia, a perspectiva das aulas, dos recreios e do convívio com os colegas e professores é uma fonte de entusiasmo e agitação e a melhor cura para a rotina desorganizada das férias.
Mas nem todos os alunos encaram com optimismo a ida para a escola. Mesmo que a fobia escolar (ou didascaleinofobia) só afecte uma pequena percentagem de crianças, é certo que deixar a segurança proporcionada pela família e pela casa, antecipar o contacto com novos desafios e novos colegas ou a responsabilidade de novas tarefas podem ser motivos de ansiedade que dificultam a adaptação ou readaptação à escola.
Para ajudar as crianças a superar este sentimento de desconforto, é fundamental o apoio dos pais e, por vezes, dos próprios professores.
Hoje, novamente no Tarheelreader, propomos dois subsídios para o combate à didascaleinofobia: O que gosto na escola e Fazer amigos na escola, dois livros com os quais aumentamos a ainda modestíssima colecção portuguesa presente naquela plataforma. Se é difícil não gostar das actividades escolares propostas na sala de aula e no recreio, mas difícil ainda é não querer voltar todos os dias à escola quando, na véspera, lá deixámos tantos amigos.

Boas leituras, nestes dias cinzentos!

alienista-23abr2007Hoje, a maioria dos professores regressou à escola mas o ano lectivo só terá início quando os alunos chegarem também. Até lá, e enquanto se prepara este novo ciclo, fica mais uma sugestão de leitura.
Machado de Assis é um dos expoentes da literatura brasileira. Além das suas obras mais conhecidas, como Dom Casmurro ou Memórias Póstumas de Brás Cubas, Machado de Assis escreveu poesia, peças de teatro, crónicas, etc.

O Alienista é um dos magníficos contos deste prolífico e versátil autor. Nele conta a história de Simão Bacamarte, "o maior dos médicos do Brasil, de Portugal e das Espanhas. Estudara em Coimbra e Pádua. Aos trinta e quatro anos regressou ao Brasil, não podendo el-rei alcançar dele que ficasse em Coimbra". Fixou-se em Itaguaí e, para estudar a loucura e a normalidade, construiu a Casa Verde, na qual foi internando todos os que considerava loucos.
Quando não restava já muita gente para internar, pecebeu que se tinha enganado, libertou toda a gente e começou nova avaliação da loucura e novos internamentos. Quantas pessoas deveriam ser internadas? Quantos loucos e quantos normais havia em Itaguaí?

O Alienista interroga o conceito de normalidade e deixa-nos a pensar sobre a essência de ser pessoa e a importância das imperfeições e da individualidade irrepetível de cada um. Lê-se de um fôlego. Pode descarregar O Alienista em formato PDF.

No ano passado, falávamos sobre um documentário que retratava as férias nas Ilhas Canárias de Maria e Miguel Gallardo e das dificuldades e alegrias de ter um filho com autismo e sobre um livro que entretanto tinha sido publicado em Portugal.

A Fundación Orange produziu há alguns anos uma curta metragem de animação chamada "A Viagem de Maria".  O guião, ilustração e direcção são do ilustrador Miguel Gallardo, a música é de Pascal Comelade e a animação é de La Pera Animación.

Miguel Gallardo diz que este vídeo não é sobre o autismo mas "sobre o carinho, sobre a relação entre um pai e uma filha que, apesar das dificuldades de comunicação, transmitem alto e claramente a sua mensagem de amor". E esta reflecte-se de tal forma no vídeo que vale a pena gastar cinco minutos ou dez a ver e rever.

A Viagem de María foi galardoado com o Prémio Especial do Júri no festival Autismovie 2015, realizado em Cagliari, Italia, este ano.

Para saber mais sobre esta animação, sobre o projecto que a envolve e sobre apps relacionadas para Android e IOS (que não conseguimos encontrar) vá à página específica da Fundación Orange.

Deixamos uma versão do vídeo com legendas em português europeu (escolha a opção de legendagem no canto inferior direito), que traduzimos para tornar as susas férias ainda melhores.

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Elementos do CANTIC e jornalistasA ligação - necessariamente próxima - do CANTIC à Escola José Cardoso Pires tem-nos levado à dinamização de várias atividades de formação e à participação nos eventos realizados na escola. Destacamos, este ano, alguns dos momentos que registámos no blogue:  JClic para a falta de tempo; Novo curso de tecnologias de apoio para comunicação; Workshop dos 0 aos 100; Formação SIS-Crianças; Soluções para uma aprendizagem inclusiva; Conheces alguém assim?

Apesar desta nossa participação, devidamente enquadrada pelo Plano Anual de Actividades da escola-sede, a comunidade escolar continua a ter pouca informação sobre o trabalho que realizam os Centros de Recursos TIC.

O clube do jornal escolar teve curiosidade e decidiu investigar. Uma das entrevistas do jornal A Voz da Escola deste mês é sobre o CANTIC, a nossa origem, o porquê de estarmos nesta escola, qual a importância das tecnologias para as crianças com deficiência, entre muitas outras questões relacionadas com a nossa intervenção. Agradecemos à jornalista Inês Gonçalves pela sua iniciativa e interesse. O seu trabalho foi notório e parece-nos que a missão a que se propunha – dar a conhecer o trabalho do CANTIC à Escola José Cardoso Pires – foi conseguida. Parabéns! A Voz da Escola está disponível aqui para descarregar em formato PDF.

Para além da apresentação do CANTIC, destacamos outro dos grandes momentos da Escola José Cardoso Pires neste ano letivo – o lançamento do livro Conheces alguém assim?, de que falámos anteriormente, que aborda a problemática da amizade e do bullying.

Deixamos agora um pequeno vídeo sobre este momento tão especial.

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Bolo com capa do livro "Conheces Alguém Assim"Decorreu ontem, dia 18 de Maio, pelas 10:30 horas, na Biblioteca da Escola Básica 2,3 José Cardoso Pires, o lançamento do livro Conheces Alguém Assim?, escrito por Margarida Fonseca Santos e ilustrado por Raquel Pinheiro. O livro fala da violência entre crianças e do papel do diálogo e da amizade como ingredientes-chave para a resolução de problemas. Editado pela CERCICA, faz parte do projecto 4 Leituras, uma série pioneira que faz acompanhar cada livro de um DVD que contém a versão narrada, a versão em Símbolos Pictográficos para Comunicação e a versão em Língua Gestual Portuguesa, para além de conteúdos lúdicos de natureza educativa destinados a ampliar os conhecimentos das crianças sobre as temáticas abordadas em cada uma das histórias. É possível ainda solicitar sem custos adicionais as versões em formato Braille e Daisy.

A sessão contou com a presença de diversas individualidades, nomeadamente, o Secretário de Estado da Educação Dr. Fernando Reis, a Secretária de Estado para os Assuntos Parlamentares e a Igualdade, Dra. Teresa Morais,  o Comissário do Plano Nacional de Leitura (PNL), Dr. Fernando Pinto do Amaral, e do Subdiretor-Geral da DGE, Dr. Pedro Cunha. Durante o evento houve oportunidade para falar sobre o problema da violência entre crianças, de alguns comportamentos que ajudam a prevenir e minimizar a sua ocorrência e da atenção que o tema tem merecido nos últimos anos.

A Dra. Cristina Madaleno, Directora do Agrupamento José Cardoso Pires, falou da importância dos parceiros da escola e dos projectos que o Agrupamento tem implementado para fomentar uma cultura de cooperação e entreajuda, seguida do Dr. Fernando Reis. Depois a autora e a ilustradora apresentaram o livro de uma forma muito divertida e, no final, o jornal Voz da Escola colocou-lhes várias questões e os alunos da Unidade de Apoio à Multideficiência ofereceram um presente a Margarida Fonseca Santos e Raquel Pinheiro.
O Clube de Rádio iniciou depois a sua emissão para falar sobre o lançamento do livro, entrevistar dois alunos participantes no projecto Amigos Solidários e apresentar uma turma do 5º ano, que fez a leitura expressiva do texto.

O Comissário do PNL e a Secretária de Estado para a Igualdade encerraram a apresentação do livro, tendo-se seguido um lanche com um bolo decorado com a capa do livro e uma sessão de autógrafos muito concorrida.

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Página do livro Luz - vaso de rosas frente a uma janelaMuitos alunos numa fase inicial de aprendizagem participam com prazer nas actividades de leitura, apreciam histórias e aprendem com elas. Infelizmente, como os professores de educação especial bem sabem, nem sempre conseguem ultrapassar esta fase para passarem eles próprios a leitores autónomos.

Este problema foi abordado e respondido por alguns autores através da criação do Modelo de Literacia Inicial (Beggining Literacy Framework) a partir de um desafio da empresa de tecnologias de apoio Don Johnston.

Tendo em conta a importância de usar materiais apropriados para o nível de leitura em que os alunos se encontram, consideraram necessário definir níveis (enriquecimento, transicional e convencional) com características identificáveis para professores e produtores de livros.

Apesar de o modelo ter mais de uma década, achámos fundamental traduzi-lo para português e partilhamo-lo agora consigo. Queremos agradecer especialmente a Caroline Musselwhite por nos ter apontado o texto e ter autorizado a tradução.

Pode descarregar, ler - vale a pena - e usar e comentar o modelo de literacia inicial em português. [Editado a 25 de fevereiro: O link aponta para uma nova versão. A versão anterior tinha um pequeno erro, agora corrigido, na página 10. Obrigado ao leitor que o identificou].

Os livros do site Tarheelreader, cuja interface traduzimos no ano passado, podem ser opcionalmente catalogados como livros do nível Transicional ou Convencional.

No Ano Internacional da Luz, deixamos um livro sobre... a luz que se enquadra no nível Transicional, com uma estrutura frásica simples e consistente, uma relação próxima entre o texto e as imagens e a página final com uma frase mais complexa.