Poema Direito a Ser com imagens das personagens do poema

Uma escola inclusiva aprende com os alunos (Sílvia Lemos)

O livro Como os Pássaros foi apresentado esta segunda-feira na sede do Agrupamento de Escolas da Alapraia. O subtítulo, Poemário de afectos, diz o conteúdo. Em 20 curtos poemas, encontramos "textos e imagens que falam do que sentimos em relação a tudo o que pertence ao nosso mundo: nós mesmos, os nossos familiares, os amigos, os colegas, os bichos e outros elementos da Natureza, os objetos que guardamos…"

Na sinopse lê-se que "em cada página, irás fazer uma DESCOBERTA, ao encontrares meninos que, como tu, vão aprendendo a conhecer-se melhor e a AMAR A VIDA com os seus segredos, sonhos, alegrias, medos e desafios. Quando a leitura chegar ao fim, verás que o teu CORAÇÃO ficará cheio de vontade de, como os pássaros, levantar voo para a GRANDE AVENTURA DO ENCONTRO com os AMIGOS que já tens e os que virás a ter! Como os pássaros vamos voar. Todos somos diferentes e merecemos respeito e compreensão, independentemente das nossas características, gostos e desejos."

Os livros desta colecção têm o selo do Plano Nacional de Leitura e incluem um DVD com a história em vídeo, narração em língua gestual, versão em Símbolos Pictográficos para a Comunicação (SPC), tabelas SPC para exploração da história e actividades interactivas sobre os conteúdos do livro. É ainda possível obter a versão em Braille.

A sessão de lançamento deste livro de Maria Teresa Maia Gonzalez e Raquel Pinheiro que contou com representantes de vários serviços do Ministério da Educação, Câmara Municipal e outras entidades de Cascais foi exactamente uma aventura festiva de encontros. Ao extraordinário desempenho da escritora Isabel Alçada, que tinha a cargo a apresentação da obra, juntaram-se as leituras feitas pelos alunos, a música e mesmo o bailado. No final, autora e ilustradora autografaram o livro para muitos dos presentes.

Para ver fotos da apresentação do livro abra o álbum Como os Pássaros.

 A Direção-Geral da Educação, a Câmara Municipal de Cascais, o Agrupamento de Escolas da Alapraia e a CERCICA convidam para a apresentação do livro Como os Pássaros.

A sessão de lançamento terá lugar no próximo dia 26 de setembro, pelas 15.00h, no Agrupamento de Escolas da Alapraia.

O livro foi escrito por Maria Teresa Gonzalez e ilustrado por Raquel Pinheiro. Vai ser apresentado pela escritora Isabel Alçada.

Como os Pássaros é o terceiro livro da Coleção Todos a Ler, através da qual se disponibilizam obras em formatos que respondem às necessidades específicas de acesso à leitura de todas as crianças. O CANTIC foi responsável pela adaptação em SPC (Símbolos Pictográficos para a Comunicação) para crianças com dificuldades de comunicação e outras.

A sessão será presidida pelo Secretário de Estado da Educação, João Costa, e conta ainda com a presença da Secretária de Estado da Inclusão das Pessoas com Deficiência, Ana Sofia Antunes, e do Presidente da Câmara de Cascais, Carlos Carreiras.

 Depois de tantas leituras, deixamos uma pequena proposta de actividade - com os mais pequenos ou mesmo com os adultos.

Criámos um livro no Tar Heel Reader chamado Alfabeto das Férias. Neste livro, percorremos as letras do alfabeto aproveitando cada uma como letra inicial de uma palavra relacionada com as férias.

Esta é uma forma divertida de expandir o vocabulário. Naturalmente, sendo um jogo, a letra pode ser escolhida de forma aleatória; não tem que ser obrigatório encontrar palavras para todas as letras; não encontrar uma palavra pode obrigar a uma consequência como encontrar um tesouro escondido ou encontrar uma palavra que tenha aquela letra noutra posição, ou desenhar a letra em tamanho gigante na areia.

O Alfabeto das Férias é também só uma sugestão. Pode ser o Alfabeto da Avó; o Alfabeto da Aldeia; O Alfabeto da Montanha; o Alafbeto da Praia, o Alfabeto de Itália ou da Irlanda.

O livro Alfabeto das Férias está disponível no Tar Heel Reader.

Bons jogos!

 

 A Força do Hábito é um livro de Charles Duhigg sobre o poder dos hábitos na nossa vida publicado pela Dom Quixote há já algum tempo.

A maioria das opções que tomamos parecem-nos resultado de decisões muito bem pensadas, mas não. São hábitos.

E se cada hábito isoladamente parece pouco relevante, com o passar do tempo os alimentos que comemos, o que dizemos aos filhos, as decisões que tomamos de poupar ou gastar, a frequência com que fazemos exercício e a forma como organizamos os nossos dias, acabam por ter um impacto enorme sobre a saúde, produtividade, bem-estar económico e felicidade.

Transformar um hábito não é necessariamente fácil ou rápido. Nem sequer é simples. Mas é possível.

A leitura deste livro ajuda-nos a perceber melhor o que são e como se formam os hábitos e, nesse sentido, pode ser precioso na análise do nosso trabalho, do nosso lazer, daquilo que nos faz perder tempo e daquilo que, efectivamente, nos move. Quando o computador ou o telefone nos avisam da chegada de um e-mail ou de uma mensagem, somos imediatamente levados a lê-la, não porque nos torna mais produtivos mas porque temos uma recompensa que é a possibilidade de nos afastarmos do trabalho que temos que realizar.

Mas, para além de poder esclarecer os nossos hábitos, este livro também é importante para todas as pessoas que trabalham em educação. Um dos casos iniciais do livro é a história de Eugene, com um problema que o impede de se lembrar de ter comido há minutos ou de que já viu um programa de televisão dezenas de vezes mas que consegue regressar a casa de um passeio longo sem qualquer auxílio. A anatomia dos hábitos e a importância dos estímulos adequados, de que o resto do livro fala, podem ser uma ferramenta muito útil para tornar a aprendizagem mais próxima das necessidades e da individualidade de cada aluno.

Bons hábitos.

 Recentemente encontrámos três artigos que gostaríamos de partilhar. Contam a história de três pessoas ímpares para quem as tecnologias são fundamentais (apesar de as tecnologias não serem o foco dos artigos). São histórias de superação que inspiram e mostram três pessoas dispostas, cada uma de sua forma, a mudar o mundo e como estão a consegui-lo.

Kyle Schwaneke é um programador com autismo, recentemente contratado para o desenvolvimento de software para a consola Xbox da Microsoft. Este engenheiro e a sua visão do mundo estão a ajudar a construir melhores produtos.

Leia o artigo sobre Kyle Schwaneke.

Jenny Lay-Flurrie é surda. A empresa em que trabalhava promoveu-a e Jenny pensava não conseguir dar conta das novas responsabilidades que o cargo lhe traria. Pelo contrário, a empresa apoiou-a totalmente. Hoje é directora de acessibilidade na Microsoft.

Jenny Lay-Flurrie diz que sempre foi inspirada pelo mantra dos pais “A única coisa que te impede de avançar és tu” mas confessa:

Levei muito tempo a perceber que a minha deficiência é uma força. Nós nascemos a resolver problemas, somos leais e motivados. Não mudaria o meu percurso por nada deste mundo.

Leia o artigo sobre Jenny Lay-Flurrie.

Steve Gleason foi jogador da Liga de Futebol Americana (NFL). Diagnosticado com esclerose lateral amiotrófica, Gleason “decidiu que o diagnóstico era mais uma razão para se preparar para viver.”
Steve criou a Fundação Team Gleason e organiza o festival Spokane’s Gleason Fest. Nas fotos do artigo pode ver-se como a tecnologia é uma extensão de si próprio.

Leia o artigo sobre Steve Gleason.

Os artigos estão em inglês mas valem o esforço de uma visita ao Google Translate.

Barnaby passeia flutuando com a mãe preso a uma trelaA família Brocket é normal. Não quer outra coisa. Procura o que é normal. Evita e despreza o que, segundo os seus padrões de normalidade, não é normal. Alistair e Eleanor tiveram dois filhos normais, Henry e Melanie. O nascimento do terceiro filho muda tudo.

Quando Alistair, que se orgulha de sempre ter tido os pés assentes no chão, anuncia que Barnaby tem uma característica especial, tanto Henry como Melanie mostram que não são desprovidos de imaginação e recebem do pai uma reprimenda: Nem eu nem a vossa mãe temos qualquer tipo de imaginação e certamente não vos educámos para terdes uma.

Desde o nascimento, e contra todas as admoestações da mãe, Barnaby não respeita a lei da gravidade. O medo do ridículo leva Alistair e Eleanor a desprezarem Barnaby. E um dia tomam uma atitude que mudará para sempre a vida desta criança de oito anos.

A Coisa Terrível que Aconteceu a Barnaby Brocket é um livro de John Boyne, o celebrado autor de O Rapaz do Pijama às Riscas. As ilustrações são de Oliver Jeffers.

Dentre todos os temas que podem ser explorados no livro e a partir do livro A Coisa Terrível... é também uma parábola sobre as múltiplas formas de convívio com a diferença.

O livro está disponível em capa mole e como ebook.

Bons voos!

 Se não teve ainda tempo para rechear a sua biblioteca de férias, corra para a livraria mais próxima antes que se instalem os sintomas de desidratação mental provocados pela falta de leitura.

Em alternativa, pode usar a conexão do bar da sua praia, esplanada ou jardim favoritos para descarregar livros para o seu telefone ou tablet. Para além das plataformas de venda de livros, uma das fontes gratuitas de boa literatura continua a ser o Projecto Gutenberg. Dos Lusíadas à História Alegre de Portugal ou ao Amor de Perdição, passando por obras noutras línguas que não a lusa, pode encontrar um respositório dificilmente esgotável de cultura e lazer.

Se quiser aproveitar para pôr em dia os seus conhecimentos de informática, pode aproveitar a oferta de livros que a Microsoft decidiu disponibilizar gratuitamente.

Dentre os muitos textos, os que mais provavelmente poderão interessar os leitores são guias de referência rápida e atalhos de teclado para o Windows e o Office da Microsoft. Destacamos dois que exploram o tema da acessibilidade: Accessibility in Windows 10: A Guide for Educators (Empower students with accessible technology that enables personalized learning) e o Win8 Accessibility Tutorials. Os sistemas operativos contêm actualmente funcionalidades que tornam mais simples a utilização de computadores e dispositivos móveis para pessoas com problemas de acessibilidade. Estes guias focam as opções de acessibilidade do Windows e do Office para alunos com dificuldades de aprendizagem, comunicação, motoras, visuais e auditivas.

Boas leituras!

Bolo com a capa do livro Faz o que eu façoPela oportunidade, deixamos mais uma sugestão de leitura.

O livro Faz o que eu Faço & Faz o que eu te Digo - Uma mão cheia de Histórias para Ouvir, Partilhar e Agir... foi apresentado no dia 2 de julho de 2016 na Livraria & Bar da Chiado Editora, em Lisboa.
Durante a apresentação, Isabel Chagas, professora da Universidade de Lisboa, e Dulce Rocha, Presidente Executiva do Instituto de Apoio à Criança, que prefaciou, falaram das seis histórias que constituem esta publicação.

Cada uma destas histórias é, para a autora Dulce Mourato, um convite à reflexão aprofundada sobre temas tão importantes como o nascimento, o direito à diferença, a segurança na internet ou a morte.

Depois das histórias, as últimas dez páginas contêm sugestões de actividades como o "mural do contentamento descontente" ou "o lixo de uns pode ser o luxo de outros".

Na sinopse pode ler-se:

Estás na idade de fazeres a diferença e de mudares o Mundo à tua volta com gestos simples e palavras doces, privilegiando o diálogo e a liberdade de opinião.

Com este livro vais aprender a transformar uma cara fechada num sorriso e a deixar entrar o Sol na tua vida e nas vidas dos que te são mais próximos, sem medos e com a ousadia de sonhar, de lutares pelos teus sonhos para chegares mais além…

Sim, podes fazer a diferença, agindo, ouvindo e respeitando os outros e as suas particularidades, com a certeza de que se assim agires há sempre alguém que te fará o mesmo, porque te considera muito importante, alguém que te ama e que te vai apoiar incondicionalmente….Porque és uma Pessoa Muito Importante e Muito Especial!

Pode comprar o livro em papel ou em formato digital na página da Chiado Editora ou nas livrarias.

Veja fotos do lançamento do livro no álbum Livro Dulce Mourato.

Capa do livro A Arca de Não É... A História ContinuaA Google anunciou o Verão com mais um doodle. Por isso, apesar do vento parecer não concordar com a Google, temos que começar a criar espaço para as leituras a que o sol e o calor convidam.

A nossa primeira contribuição parte do trabalho de alguns alunos do 5.º ano da Escola Básica José Cardoso Pires. No âmbito da Semana da Leitura, leram A ARCA DE NÃO É ou o guia dos animais que poderiam ter existido um livro de Miguel Neto e Julie Staebler que faz parte do Plano Nacional de Leitura.

E se quem conta um conto acrescenta um ponto, quem lê também pode fazê-lo. Estes alunos não conseguiram resistir à tentação de continuar a encher a Arca de Não É com mais criaturas.

O resultado foi um conjunto de ilustrações e textos que vale a pena ler e saborear.

Os autores estão todos de parabéns. Pode ler o livro que foi criado na plataforma StoryJumper chamado "A Arca de Não É" A História Continua...

Os leitores pouco experientes também podem deleitar-se com uma recriação do livro que preserva as imagens originais e mantém a estrutura frásica em cada página. Pode ler a nova versão do livro A Arca de Não É na plataforma Tar Heel Reader.

Pode ser que da leitura surja a vontade de escrever, pintar, modelar novos habitantes para a inesgotável (e paradoxal, convém que se diga -  depois de criado um animal, será que ainda pode ir para a arca de não é? Porque é!) arca de não é.

Ao brincar, a criança verifica o que consegue fazer e descobre as suas possibilidades de vontade e pensamento ao exercer o seu poder espontaneamente (The Education of Man, Friedrich Froebel)

Alunos na banca do CANTIC na Futurália

O CANTIC esteve presente na Futurália no dia 17 de Março. Professores, técnicos, expositores e alunos passaram pelo espaço onde nos encontrávamos e pudemos, mais uma vez, falar do papel, atribuições e importância dos Centros de Recursos TIC na divulgação e utilização de tecnologias de apoio.
Para todos os interessados, seguiu-se uma demonstração de algumas baixas e altas tecnologias e das múltiplas possibilidades que abrem aos alunos da escola actual que se quer de todos e para todos.
Um dos tópicos que tem primazia nesta demonstração é a manipulação de brinquedos e livros adaptados. Nesse âmbito, falamos da influência do jogo na aprendizagem e no crescimento físico e intelectual dos alunos.
Nesta altura em que a escola se dedica a outras actividades e as crianças passam mais tempo por casa, pode ser interessante tem em conta algumas sugestões de dois livros fantásticos.
O Instituto Mara Gabrilli lançou em 2015 o manual com o título Brinquedos e Brincadeiras Inclusivos. Pode descarregar o livro Brinquedos e Brincadeiras Inclusivos em formato PDF.
O projecto Incluir Brincando, uma iniciativa da Vila Sésamo e do Fundo das Nações Unidades para a Infância – UNICEF, que procura contribuir para a garantia do direito de brincar a todas as crianças, respeitando os ritmos e a individualidade de cada publicou o guia Brincar Inclusivo. Pode descarregar o Guia Brincar Inclusivo em formato PDF bem como um folheto com Dez Passos para um Brincar Inclusivo.