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Imagem de doodle interactivo - um coelhinho tem que chegar às cenouras através de programaçãoEsta semana decorre a Computer Science Education Week. Aproveitando a data, a Google publicou o seu primeiro Google Doodle de código, para celebrar as bodas de ouro do nascimento das linguagens de programação para crianças.

Neste Doodle interactivo, o utilizador ajuda um coelhinho a apanhar cenouras. Para isso, ao longo de seis níveis de complexidade crescente, tem que aprender o funcionamento dos blocos de programação no tutorial de cada nível e, a partir daí, aplicar os conhecimentos para alimentar o faminto roedor.

Para saber mais sobre a forma como este Doodle foi criado, sobre a linguagem Logo e sobre o Scratch, leia o interessante artigo de Champika Fernando, o Director de Comunicação do Scratch Team, Celebrating 50 years of kids coding.

Numa altura em que Portugal faz um enorme esforço de investimento na robótica e programação na escola, faz muito sentido olhar também para as potencialidades da robótica e da programação para alunos com necessidades especiais. Se todos os alunos podem beneficiar com este trabalho, a motivação, diversificação de tarefas, estratégias e oportunidades de aprendizagem das actividades relacionadas com a computação são uma resposta ainda mais efectiva para muitos alunos com dificuldades ao nível da acessibilidade, hospitalizados (O Robot Ajuda! na Escola do Hospital de Santa Maria) ou com perturbações da aprendizagem.

Vamos trabalhar pela divulgação da robótica e da programação para TODOS os alunos.

 Qual a razão para incluir calão e palavras de temáticas inapropriadas nas bibliotecas de símbolos?

Nestes ou noutros termos, esta é uma questão recorrente de quem inicia o trabalho de comunicação aumentativa com recurso a pictogramas. A pergunta é tanto mais pertinente quanto, num contexto educativo, há vocabulário raramente ou mesmo nunca utilizado.

No entanto, ao disponibilizar um conjunto alargado de símbolos, garantimos a resposta às necessidades de comunicação dos utilizadores numa grande variedade de contextos, idades e temáticas. A lógica dos criadores dos símbolos é de que é mais fácil evitar a utilização de pictogramas específicos em situações em que eles não são apropriados do que criar novos pictogramas sempre que sejam necessários – para além das dificuldades inerentes à procura e desenho do equivalente visual de uma palavra, a criação ou recriação sistemática de símbolos para um aluno pode dificultar o trabalho junto de um aluno, particularizando excessivamente a intervenção.

Mesmo assim, e dando resposta a algumas solicitações, uma das últimas versões do PictoSelector permite logo na instalação esconder as categorias de pictogramas Sexualidade e drogas.

Janela Pictos inapropriados para crianças na instalação do Picto-SelectorDesta forma, o professor, terapeuta ou cuidador não incorrem na possibilidade de inadvertidamente colocar símbolos indesejados numa tabela. Da mesma forma, há professores que nos casos em que as crianças utilizam o programa, a pesquisa ignora os símbolos nestas categorias.

Depois da instalação, esta caixa de diálogo deixa de estar disponível. Para ocultar categorias específicas, é necessário aceder às Configurações de Administrador no menu Configurações.

Janela de Configurações do Administrador

Nova biblioteca de símbolos

Na versão 1.8.5, de 15 de Novembro, foi adicionada a Biblioteca #Soyvisual, com 1094 imagens e a possibilidade de introduzir anotações nos pictogramas - esta nova característica pode ser usada para notar os plurais, futuro, passado, etc.

O CANTIC - CRTIC Amadora traduziu a Biblioteca #Soyvisual integralmente para português. Se tiver alguma sugestão ou melhoria, não hesite em contactar-nos ou contactar o autor do programa.

Para conhecer as características adicionadas ao programa nas diferentes versões, consulte a página Versões do Picto-Selector.

No âmbito do Curso Faça Você Mesmo Produtos de Apoio, construímos um comutador (também conhecido como switch, manípulo ou interruptor - veja também o artigo Switch Augustus) de baixo custo que emula o botão esquerdo do rato. Para tal, recorremos aos componentes de um rato usado que pode, inclusive, estar avariado desde que o botão esquerdo esteja funcional e a uma caixa de DVD que serve como superfície de contacto.

Este produto destina-se a pessoas com disfunções neuromotoras ou cognitivas
que apresentem dificuldade em aceder ao computador através do rato e do
teclado.

Pode ler ou descarregar o Guião de Construção do Switch (formato PDF) ou ver o vídeo (com legendas) nesta página.

Vídeo de Construção de um Switch Adaptado

O 19º Simpósio Internacional de Computadores na Educação e o 8º Encontro do CIED/3º Encontro Internacional do CIED realizam-se em Lisboa, de 9 a 11 de novembro de 2017, na Escola Superior de Educação de Lisboa.

O Simpósio Internacional de Informática Educativa é um fórum internacional de apresentação, discussão e reflexão em torno da investigação, desenvolvimento e práticas no domínio das Tecnologias da Informação e da Comunicação em Educação. As suas várias edições têm decorrido alternadamente entre Espanha e Portugal e têm proporcionado um espaço de encontro e debate entre investigadores, representantes institucionais e educadores, afirmando-se como um evento de referência, especialmente no contexto Ibero-americano.

O Encontro do Centro Interdisciplinar de Estudos Educacionais tem como objetivo criar um espaço de reflexão e debate sobre o papel das TIC na educação formal, não formal e informal.

Para saber mais sobre estes dois eventos que se realizam em conjunto, visite a página web do CIED.

Para inscrições, aceda ao menu Participação da página do CIED.

No sábado, dia 11 de novembro, realiza-se uma mostra de projetos de tecnologias de informação e comunicação na educação. Será um espaço e tempo de reflexão e de partilha de experiências desenvolvidas desde o pré-escolar ao ensino superior no âmbito da utilização das tecnologias em educação.

O CANTIC (CRTIC Amadora) também estará presente neste evento.

A presença nos 3 painéis da conferência (dias 9 e 10 às 17h30m e dia 11 às 11h30) e a visita à Mostra de Projetos, garantem um certificado de participação em Ação de Formação de Curta Duração.

 A Jornada CRTIC foi, de novo, uma celebração da energia, criatividade e engenho dos Centros de Recursos TIC.

Como noticiámos (Jornadas CRTIC 2017-2018), no dia 25 de Outubro, dezenas de professores de todo o país encontraram-se para partilhar e debater aspectos essenciais da actividade dos CRTIC.

Durante a parte da manhã, a Dra. Ida Brandão apresentou estatísticas da actividade dos CRTIC durante o ano lectivo transacto, resultados do trabalho realizado e um novo desafio formativo para o próximo ano. Em seguida, a Dra. Alexandra Crespo apresentou os dados relativos à atribuição de tecnologias de apoio e renovou a necessidade de optar por recursos livres sempre que adequados aos alunos. Discutiram-se ainda questões relacionadas com a legislação sobre inclusão e os CRTIC.

Durante a parte da tarde, tivemos oportunidade de mostrar os equipamentos e materiais produzidos durante o ano lectivo passado. Desde jogos produzidos com a colaboração de Universidades a um protótipo de sensor de aproximação de obstáculos, fomos conduzidos através de um sem número de soluções gratuitas e de baixo custo que, oportunamente, tentaremos apresentar aqui.

Relativamente à proposta de formação para este ano lectivo, de Janeiro a Maio de 2018, os Centros de Recursos TIC criarão recursos de baixo custo, respondendo aos desafios do novo Curso Online Faça Você Mesmo Produtos de Apoio. Como no ano passado, é possível trabalhar neste curso em colaboração com escolas e professores de todos os níveis de ensino. Por isso, se quiser ajudar-nos a concretizar mais este desafio, não hesite em enviar-nos um email para geral@cantic.org.pt ou contactar-nos de qualquer outra forma.

Por agora, deixamos uma das ideias que apresentámos na Jornada CRTIC e que criámos no âmbito da edição anterior do Curso Faça Você Mesmo Produtos de Apoio.

Suporte de computador/leitoril

As características e potencialidades dos tablets e computadores híbridos fazem destes dispositivos tecnologias de apoio ideais para muitos alunos que precisam de suporte à comunicação e aprendizagem.

Nesse sentido, no módulo inicial do Curso Faça Você Mesmo Produtos de Apoio optámos pela construção de um suporte para tablet utilizando alguns materiais reciclados ou gratuitos e outros de baixo custo.

O suporte tem inclinação variável, para permitir otimizar a visualização e o acesso pelo utilizador. Além disso, quando desmontado fica com o tamanho aproximado de um tablet podendo ser transportado numa pasta, numa mala ou mesmo nalguns estojos para tablet.

Este equipamento destina-se a todos os utilizadores que precisam de um suporte virtualmente gratuito e estável para interagir com um tablet ou dispositivo similar. Para alguns utilizadores, pode ser necessário fixar o tablet ao suporte através de correias elásticas ou velcro.

Pode ler ou descarregar o Guião de Construção do Suporte para Tablet ou ver um vídeo com os passos para a construção do suporte nesta página.

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 No próximo dia 25 de Outubro, já amanhã, os Centros de Recursos TIC (CRTIC) reúnem-se para um dia de trabalho em que serão apresentados os resultados do ano lectivo 2016-17 e delineadas propostas de funcionamento para o ano corrente.

Quanto à partilha de resultados do ano anterior, um dos momentos altos será certamente o espaço para mostrar os materiais criados pelos CRTIC e seus parceiros no âmbito do Curso online Faça Você Mesmo.

Um dos projectos do CANTIC foi a criação de um tapete/painel sensorial de que damos conta a seguir.

Painel ou tapete sensorial

Partindo do desafio de criar um painel ou tapete sensorial, decidimos aproveitar um tapete/puzzle com peças em espuma eva e, utilizando as silhuetas de animais existentes, cobrimos cada uma com materiais de uso comum, de modo a que fossem reconhecíveís também através do tacto. Desta forma, construímos um tapete de estimulação sensorial com possibilidades adicionais - pode, por exemplo, ser usado como jogo de reconhecimento de animais.

Este material é indicado para a crianças com atraso global de desenvolvimento com
necessidade de estimulação sensorial e cognitiva mas pode também ser usado por crianças cegas ou com baixa visão ou simplesmente como um jogo de reconhecimento de formas sem recurso à visão.

Para ver como construímos o nosso tapete/painel, pode ler ou descarregar o Guião de Construção do Tapete Sensorial ou ver o vídeo nesta página.

Vídeo de Construção de um Tapete Sensorial

 Todos os dias clicamos inúmeras vezes para procurar, ler, ouvir, ver, interagir, jogar e criar. Estamos a fazê-lo da forma certa? Atrás de cada clique, há informação ou conteúdo que alguém criou. Sabemos onde procurar informação ou em que fontes acreditar? Sabemos como devemos relacionar-nos criticamente com a informação, com os meios de comunicação ou com a tecnologia?

A semana Global Media and Information Literacy, que se celebra anualmente desde 2012, decorre este ano de 25 de Outubro a 1 de Novembro. Esta iniciativa liderada pela UNESCO reúne vários actores comprometidos com a promoção da literacia da informação como meio de fomentar a inclusão social e o diálogo intercultural.

Para saber mais sobre a sexta celebração anual da Literacia da Informação e dos Media visite a página Global MIL Week 2017.

Para registar um evento relacionado com esta semana, visite a página de registo da Global Mil Week 2017.

Para juntar-se às celebrações deste evento mundial pode acolher uma ou mais das 10 maneiras de celebrar a Global MIL Week propostas pela UNESCO.

Se for uma escola, pode descarregar o ficheiro com 10 formas baratas de as escolas celebrarem.

Para aprofundar esta temática, pode utilizar as várias publicações sobre literacia da informação da UNESCO.

Finalmente, mesmo que este ano não consiga juntar-se ao evento, e dada a actualidade e urgência da formação de utilizadores críticos e conscientes, atrevemo-nos a sugerir a leitura de três documentos.
Understanding information literacy: a primer (PDF em inglês)
Alfabetização midiática e informacional: currículo para formação de professores (PDF em português do Brasil)
Media education: a kit for teachers, students, parents and professionals (PDF em inglês)

 De acordo com o texto de apresentação, o TED-Ed é uma plataforma que tem como missão celebrar as ideias de professores e alunos de todo o mundo. Fá-lo de forma extraordinária. Sob o moto Lições que vale a pena partilhar, este incrível espaço agrega conteúdos para aprendizagem que os professores podem utilizar como ajuda para trabalhar um número cada vez maior de conteúdos. Apesar dos curtos cinco anos de vida, já foram produzidos nesta plataforma mais de 250 mil vídeos e foram respondidas mais de 15 milhões de perguntas.

Se ainda não conhece o TED-Ed, este Verão é a melhor altura para passear por este enorme e fascinante universo e conhecer as suas potencialidades. Para perceber imediatamente de que se trata, pode ver o vídeo de apresentação no qual a equipa responsável pela plataforma mostra as suas características mais relevantes e o modo de funcionamento. Apesar da plataforma estar em inglês, a legendagem dos vídeos e a possibilidade de modificar as lições, traduzindo-as e adaptando-as de modo a responderem às necessidades dos alunos deverá permitir a utilização sem grandes percalços e certamente sem muito mais trabalho do que preparar outras lições. Também é possível contribuir com animações e vídeos novos e, além disso, podemos usar qualquer vídeo do Youtube para criar uma lição no TED-Ed.

Sugerimos em seguida, uma lição para responder à pergunta Qual o tamanho do Oceano? Ficamos a saber que não há cinco oceanos mas apenas um, que ocupa cerca de 71% do globo terrestre. Para saber mais, veja o vídeo de Scott Gass How Big is the Ocean?

Ou então, veja a resposta a uma pergunta menos apropriada - mas não menos premente - para este tempo sobre como é que um iglu nos mantém quentes (How An Igloo Keeps You Warm).

A Direção-Geral da Educação lançou recentemente a publicação Tratar os Media por tu - Guia Prático de Educação para os Media.

Elaborada por grupo de investigadores do Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade da Universidade do Minho, esta brochura apresenta um modelo teórico de competências que é uma proposta de leitura da literacia mediática e traça ao mesmo tempo as linhas diretrizes da brochura. O modelo coloca no topo quatro dimensões, isto é, competências mediáticas, interligadas, transversais e aplicáveis a diferentes áreas e contextos da educação para os media: criação, pensamento crítico, interação e criação de redes, e participação. A partir destas competências desenvolveu-se uma série de indicadores definidos por duas dimensões comuns: Análise e Expressão. Estas dimensões abrangem o conjunto de indicadores, descrevem e identificam aspetos distintos mas interligados do processo de desenvolvimento das respetivas competências, pretendendo ser universais e adaptáveis a diferentes contextos educativos e formativos.

Desta forma, o modelo, além de representar a conceção de literacia
mediática que fundamenta o conjunto de atividades produzido, permite
também identificar, por cada atividade proposta, os indicadores envolvidos
e as competências desenvolvidas e/ou fortalecidas.

Esta publicação oferece aos docentes um conjunto de vinte propostas práticas para a abordagem dos Media em contexto de sala de aula.

Aproveite este tempo de lazer para descarregar e ler a brochura Tratar os Media por tu - Guia Prático de Educação para os Media.

No próximo ano letivo, a Direção-Geral da Educação (DGE) promove a iniciativa Programação e Robótica no Ensino Básico. Esta iniciativa decorre da implementação do projeto-piloto Iniciação à Programação no 1.º Ciclo do Ensino Básico que, entre 2015 e 2017, envolveu mais de setenta mil alunos. Neste trabalho, a DGE conta com o apoio da Universidade de Évora, do Instituto Politécnico de Setúbal, da Associação Nacional dos Professores de Informática e da Microsoft Portugal.

As estatísticas divulgadas durante a apresentação da InCODE 2030 relativamente à utilização das tecnologias em Portugal mostra a urgência de crescermos nesta área. Considerando as necessidades de profissionais e o potencial de crescimento no campo das Tecnologias de Informação e Comunicação (15 mil empregos em Portugal, 500 mil na União Europeia com 750 mil projectados para 2020), é fundamental trabalhar desde cedo competências como a programação e a robótica.
Se considerarmos o aumento dos índices de motivação, o espírito de equipa gerado entre os alunos e o número de alunos empenhados nas tarefas, parece fazer ainda mais sentido a utilização de robots na sala de aula, sobretudo quando basta um pouco de imaginação para que estes possam ser uma ferramenta de aprendizagem em qualquer disciplina.

As atividades de Programação e Robótica no Ensino Básico são dirigidas a alunos do 1.º ao 9.º ano de escolaridade e podem ser dinamizadas na Oferta Complementar, nas Atividades de Enriquecimento Curricular ou na Oferta de Escola.

Para participar nesta iniciativa, as escolas devem registar-se até ao dia 15 de agosto de 2017 através do formulário disponível em http://area.dge.mec.pt/dspe1cip utilizando as credenciais fornecidas pela DGEEC.

Os estabelecimentos de ensino envolvidos nesta iniciativa terão acesso a um sistema de acompanhamento e apoio presencial e online, através da realização de diversos eventos regionais e de uma comunidade de prática que disponibilizará um conjunto de recursos educativos digitais.

Informações adicionais sobre esta iniciativa poderão ser obtidas através do endereço de correio eletrónico: probotica@dge.mec.PT.