Hoje propomos um jogo criado em JClic que consiste em encontrar as diferenças existentes entre dois desenhos aparentemente iguais.

Este conjunto de actividades foi criado para crianças que frequentam o Jardim de Infância. As actividades estão em sequência, por anos, de acordo com o grau de dificuldade. O número de actividades e o grau de dificuldade - número de diferenças a encontrar e complexidade das imagens - para as crianças de três anos é inferior ao número de actividades e dificuldade das actividades para os cinco anos.

Além disso, de modo a tornar os exercícios ainda mais agradáveis e evitar a rotina, há quebra-cabeças intercalados, com um número diferentes de peças dependendo das idades.

Para marcar o final de cada bloco de exercícios, e antes de voltar ao menu principal de escolha do grau de dificuldade, surge uma animação.

Este tipo de exercício é mais uma possibilidade do JClic e, apesar do valor pedagógico intrínseco das actividades que aqui deixamos, esta ideia pode ser usada com imagens que contenham números, quantidades ou outros temas e matérias que queiramos explorar de forma lúdica.

Descarregue as actividades JClic Encontrar as diferenças (formato .zip) e descomprima o ficheiro encontradiferencas.zip para a pasta Encontradif. Depois, a partir do JClic, abra o ficheiro encontradif.jclic.zip nessa pasta.

Se tiver dificuldades no processo ou sugestões de melhoria, não se esqueça de nos contactar.

Tapete de mesa com símbolos pictográficosAgora já pode utilizar o Picto.Cloud em português. No final do ano, traduzimos o Picto.Cloud, uma ferramenta que, como dissemos anteriormente, complementa as vastas possibilidades do programa Picto-Selector, adicionando a funcionalidade de acesso a tabelas de comunicação e a partilha com outros utilizadores através de um espaço online.

Para usar o site, precisa primeiro de criar uma conta na área de registo do Picto.Cloud. Em seguida, tem que responder à mensagem enviada para o seu endereço de correio electrónico após o registo. Depois, aceda à sua conta no Picto.Cloud e seleccione a chave privada (Private key). Finalmente, no Picto-Selector, vá às Configurações do utilizador e abra o separador do Picto.Cloud. Copie para aqui a sua chave privada. Depois de colocar a chave privada verá o estado das suas folhas e páginas no painel esquerdo do Picto-Selector.

No site do Picto.Cloud pode ainda ver como partilhar as suas tabelas com outros utilizadores, como actualizar as tabelas com as alterações realizadas, como carregar e descarregar tabelas, etc.

Para conhecer melhor algumas das características do Picto-Selector e inspirar-se com alguns exemplos de utilização, visite o espaço de exemplos do Picto-Selector. e inspirar-se com alguns exemplos de utilização, visite o espaço de exemplos do Picto-Selector.

 

" "O programa para comunicação aumentativa Picto-Selector foi melhorado com o novo Picto.Cloud, uma ferramenta que facilita o acesso a tabelas e símbolos e a partilha com outros utilizadores.

Ainda em versão beta, o Picto.Cloud é um espaço online em que os utilizadores registados podem carregar as tabelas que criaram e, a partir daí, usá-las em qualquer local com acesso à internet ou, através do fornecimento de uma chave, permitir a utilização por outras pessoas.

O Picto-Selector (de que aqui falámos anteriormente, quando traduzimos a página de apoio à utilização do Picto-Selector) é um programa gratuito de criação de tabelas para comunicação aumentativa com características impressionantes. Dentre as muitas razões que justificam a sua descarga, destacamos um extensíssimo conjunto de imagens - mais de 28000 símbolos -, graças à utilização de bibliotecas de símbolos traduzidas em várias línguas, a facilidade de criação de tabelas e símbolos específicos para trabalhar a noção de tempo - tão apropriados para esta altura do ano!

Para já, o Picto.Cloud está disponível em inglês e holandês e, sendo uma versão beta, está sujeito a alterações significativas. Se o utilizar, pode contribuir com sugestões de melhoria contactando o autor através do sítio web do Picto-Selector.

" "Há poucos dias, recebemos a visita de um professor brasileiro que procurava documentar-se sobre a resposta das escolas portuguesas aos desafios da diversidade. Por isso, visitámos uma Unidade de Apoio à Inclusão de Alunos com Multideficiência e uma sala Snoezelen que existe no Agrupamento e que está aberta às estruturas da Comunidade que dela necessitam.

O resto do tempo disponível foi gasto num diálogo profícuo em que mostrámos o funcionamento dos Centros de Recursos TIC e o seu papel na avaliação e apoio aos alunos que precisam de tecnologias de apoio e na formação de docentes. Ao mesmo tempo, percebemos melhor a realidade das escolas do Brasil, os ganhos da escola inclusiva e os caminhos novos que vão trilhando e que se cruzam em múltiplos aspectos com o percurso de Portugal.

Entre os materiais partilhados no nosso encontro, a brochura Tecnologia Assistiva nas Escolas: Recursos Básicos de Acessibilidade Sociodigital para Pessoas Com Deficiência (2ª edição) apresenta um capítulo sobre acessibilidade, outro sobre o computador enquanto tecnologia de apoio na educação e um terceiro capítulo sobre materiais que podem ser construídos ou adpatados pelas escolas.

Por muito tempo, predominou a visão da deficiência como um problema individual, transferindo à pessoa a responsabilidade de “mudar” ou “adaptar-se” para viver em sociedade. A partir da década de 1960, essa visão começou a ser questionada e, pouco a pouco, a deficiência passou a ser entendida a partir da interação das pessoas com o contexto em que vivem. No modelo inclusivo, fundamentado nessa visão, cabe à sociedade adaptar-se para acolher as diferenças e promover condições de acesso – para todos os cidadãos, com ou sem deficiência – aos serviços coletivos de saúde, educação, trabalho, locomoção, segurança etc. (In Tecnologia Assistiva nas Escolas)

A brochura Tecnologia Assistiva (Ta): Experiências Inovadoras - Soluções de Acessibilidade apresenta alguns projectos concluídos, outros à procura de condições para avançar e ainda ferramentas gratuitas.

O livro As tecnologias nas práticas pedagógicas inclusivas reúne contribuições de muitos autores e debruça-se sobre as tecnologias de informação e comunicação, as tecnologias de apoio e a formação de professores.

Veja algumas fotos do encontro no álbum Visita do Brasil.

Teclado de comunicação PlaphoonsRecentemente, o autor do blogue Projecte Fressa, Jordí Lagares, criou dois novos repositórios com o intuito de agregar recursos relacionados com o software que desenvolve.

O primeiro repositório chama-se Plaphoteca e reúne teclados de comunicação e actividades pedagógicas criados no programa Plaphoons. Nesta fase inicial, estão já disponíveis teclados de comunicação para diferentes utilizadores, vários teclados de escrita, teclados para interacção com jogos e teclados com outras actividades pedagógicas como o conjunto Chispas de Luz que apresentámos num artigo anterior.

O repositório Haciendo "ruido" por el mundo con el Projecte Fressa, por outro lado, pretende agrupar vídeos e páginas web em que se mostre a utilização das ferramentas criadas por Lagares e reunidas na página do Projecte Fressa.

Se criou teclados para o Plaphoons, pode disponibilizá-los no Plaphoteca. Se usa esse ou outros programas do Projecte Fressa com os seus alunos e tem vídeos documentando a sua utilização, também pode contribuir para a já enorme lista de vídeos do Haciendo ruído.

Recentemente, tivemos oportunidade de testar o novo software Barrido, um programa criado pelo Eng.º Antonio Sacco a partir dos programas Kanghooru e JavaKanghooru (pode encontrar o Kanghooru e JavaKanghooru no site de Jordi Lagares Roset).

Tanto o Kanghooru como o Barrido são emuladores de varrimento. O modo de funcionamento consiste em marcar pontos no ecrã que depois são percorridos automaticamente pelo cursor do rato. Desta forma, um utilizador de um manípulo (switch) ou de um rato adaptado pode seleccionar as diferentes opções que foram previamente marcadas no ecrã permitindo-lhe interagir com programas que não têm a possibilidade de varrimento incorporada.

O programa Barrido foi criado de modo a resolver alguns problemas encontrados com o software de Lagares em versões recentes do Microsoft Powerpoint. Entretanto, ao reescrever o programa foram acrescentadas funcionalidades que o Kanghooru não possuía originalmente.

Para saber mais sobre o funcionamento do programa de Antonio Sacco, consulte a página do programa Barrido (em espanhol) ou veja o vídeo de demonstração do Barrido no final deste artigo (legendas em português).

Destacar o cursor do rato

Um recurso referido por Antonio Sacco para facilitar a utilização do Barrido é o pequeno programa Cursor Attention, de Kenrick Mock, que permite agregar um círculo, um quadrado, um lápis, etc. ao cursor do rato, com várias opções de cores e tamanhos, para melhorar a visibilidade do cursor.

Pode descarregar este programa a partir do site de Antonio Sacco na página do Cursor Attention.

Uma escola, uma iniciativa de e-learningO e-Learning Lab da ULisboa promove, no dia 9 de Novembro de 2016, na Reitoria da Universidade de Lisboa, o Seminário - Uma Escola Uma Iniciativa de e-Learning.

No seminário serão apresentados casos de boas práticas de integração das tecnologias digitais no ensino, identificados na ULisboa e serão disponibilizados workshops de produção de conteúdos, gravação de vídeo e utilização de videoconferência com recurso a sistemas disponibilizados pela Fundação para a Computação Científica Nacional (FCCN).

As sessões plenárias decorrem no Salão Nobre da Reitoria da Universidade de Lisboa e workshops são divididos entre a Sala de Conferências da Reitoria da Universidade de Lisboa e os estúdios da FCCN - FCT.

Para saber mais, descarregue o Programa do Seminário Uma Escola Uma Iniciativa de e-Learning.

O Seminário é gratuito mas é necessária inscrição prévia.

Demonstração do MYM Eu ConsigoOs professores dos Centros de Recursos TIC (CRTIC) reuniram-se hoje na Direcção Geral de Educação (DGE) para uma jornada em que foram apresentados os resultados do ano lectivo 2015-16 e as ideias de funcionamento para este ano.

A abertura do Encontro esteve a cargo do subdirector geral da DGE, Dr. Pedro Cunha, que falou da importância de retormarmos a radicalidade da ideia da inclusão enquanto gestão de todos os alunos que estão na escola.

A Dra. Ida Brandão apresentou os dados globais do ano lectivo anterior e os sistemas de videoconferência instalados e fez um balanço do curso online e-acessibilidade. Em breve será lançado o Curso online Faça Você mesmo, que incidirá sobre técnicas de construção de materiais e tecnologias de apoio de baixo custo.

A Dra. Alexandra Crespo falou da atribuição de produtos de apoio com recomendações para este ano e, logo a seguir, os CRTIC apresentaram as suas perspectivas de trabalho e formas de funcionamento.

A parte da tarde estava reservada para a mostra e exploração de software e materiais de baixo custo construídos pelos CRTIC. Quando estiverem disponíveis publicamente, daremos conta das soluções mostradas. Em destaque, o MYM - Eu consigo, que ganhou recentemente o prémio Ilídio Pinho e as mil criações da Dra. Ida Brandão com matérias-primas de fácil acesso e preço muito reduzido.

Por falta de tempo, não apresentámos algumas das baixas tecnologias que desenhámos e produzimos em diferentes contextos e para diferentes alunos. Fa-lo-emos em breve aqui.

Para já, deixamos as fotos do dia no álbum Jornada CRTIC 2016-17 e uma ficha de construção e um vídeo (em inglês) de um suporte para tablet semelhante a uma das propostas que levámos.

""Foi recentemente publicada em Diário da República a Portaria n.o 254/2016, de 26 de setembro, que cria uma experiência-piloto de ensino a distância, no âmbito da oferta formativa do ensino secundário na modalidade de ensino recorrente. Esta experiência foi chamada Ensino Secundário Recorrente a Distância (ES-RaD).

O ES-RaD é oferecido na modalidade de b-learning e tem como destinatários alunos com mais de 18 anos que não completaram o ensino secundário. Existe também a possibilidade de frequência para alunos que, aos 16 anos, pretendam frequentar um sistema modular de formação devido a incompatibilidade com uma actividade laboral ou que estejam em risco de abandono escolar.

Pode ler a Portaria n.o 254/2016 na íntegra na página do Diário da República.

 Recentemente encontrámos três artigos que gostaríamos de partilhar. Contam a história de três pessoas ímpares para quem as tecnologias são fundamentais (apesar de as tecnologias não serem o foco dos artigos). São histórias de superação que inspiram e mostram três pessoas dispostas, cada uma de sua forma, a mudar o mundo e como estão a consegui-lo.

Kyle Schwaneke é um programador com autismo, recentemente contratado para o desenvolvimento de software para a consola Xbox da Microsoft. Este engenheiro e a sua visão do mundo estão a ajudar a construir melhores produtos.

Leia o artigo sobre Kyle Schwaneke.

Jenny Lay-Flurrie é surda. A empresa em que trabalhava promoveu-a e Jenny pensava não conseguir dar conta das novas responsabilidades que o cargo lhe traria. Pelo contrário, a empresa apoiou-a totalmente. Hoje é directora de acessibilidade na Microsoft.

Jenny Lay-Flurrie diz que sempre foi inspirada pelo mantra dos pais “A única coisa que te impede de avançar és tu” mas confessa:

Levei muito tempo a perceber que a minha deficiência é uma força. Nós nascemos a resolver problemas, somos leais e motivados. Não mudaria o meu percurso por nada deste mundo.

Leia o artigo sobre Jenny Lay-Flurrie.

Steve Gleason foi jogador da Liga de Futebol Americana (NFL). Diagnosticado com esclerose lateral amiotrófica, Gleason “decidiu que o diagnóstico era mais uma razão para se preparar para viver.”
Steve criou a Fundação Team Gleason e organiza o festival Spokane’s Gleason Fest. Nas fotos do artigo pode ver-se como a tecnologia é uma extensão de si próprio.

Leia o artigo sobre Steve Gleason.

Os artigos estão em inglês mas valem o esforço de uma visita ao Google Translate.