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uvem de plalavras relacionadas com a inclusãoNo âmbito do projeto Melhorar a capacitação das lideranças e sensibilizar os encarregados de educação para a Educação Especial, a Inspeção-Geral da Educação e Ciência (IGEC) publicou o guia de boas práticas em educação especial A Escola Inclusiva: Desafios.

Este guia parte das conclusões do trabalho dos inspetores da Educação nas visitas às escolas do país. No primeiro capítulo caracteriza-se a situação actual das escolas no que respeita à inclusão, os aspectos positivos e os aspectos a melhorar nos diferentes campos da intervenção. O segundo capítulo apresenta os referenciais para reflexão e ação em cada uma das oito dimensões estudadas. Alguns parágrafos são dedicados às tecnologias de apoio. O terceiro capítulo apresenta seis exemplos de boas práticas em educação especial nas escolas.

O projeto Melhorar a capacitação das lideranças e sensibilizar os encarregados de educação para a Educação Especial teve início em julho de 2016 e visa:

  • Sensibilizar as lideranças de topo e intermédias (diretores de turma e coordenadores de departamento) para o caráter multidimensional da intervenção junto de crianças e jovens com NEE, apelando a uma atitude colaborativa dos docentes para com as famílias e as comunidades;
  • Potenciar competências de cooperação com outros docentes e demais técnicos perspetivando uma intervenção multidisciplinar;
  • Promover boas práticas, visando uma adequada gestão das situações de aprendizagem conducente à efetivação de uma escola para todos;
  • Sensibilizar os pais e encarregados de educação para a Educação Especial;
  • Divulgar conhecimento sob forma de um guia de boas práticas com enfoque na Educação Especial.

Serão ainda promovidos cinco seminários para divulgação, debate e reflexão sobre o conhecimento produzido.

Descarregue o guia A Escola Inclusiva: Desafios no sítio web da IGEC (formato PDF, 4,4 MB). Opcionalmente, pode consultar o guia A Escola Inclusiva: Desafios na plataforma Issuu.

 No âmbito de mais uma iniciativa de divulgação de boas práticas e experiências inovadoras, a Direção Geral de Educação vem produzindo conferências que partilha semanalmente na página Webinars DGE.

No início de Março, foi apresentado um webinar que pretendia mostrar a experiência dos Centros de Recursos TIC para a Educação Especial (CRTIC) de Cinfães e de Portalegre na criação de soluções tecnológicas livres e de baixo custo para alunos com necessidades educativas especiais (NEE).

A rede nacional de CRTIC tem vindo a avaliar as necessidades dos alunos com NEE no que respeita a tecnologias de apoio para garantir o acesso ao currículo. Esta rede nacional, criada em 2007-2008,  constituiu-se nos últimos anos como a rede de entidades prescritoras de produtos de apoio financiados pelo Ministério da Educação que integra o Sistema Nacional de Atribuição de Produtos de Apoio, o qual abrange também o Ministério da Saúde e o Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social.

A exploração de soluções de baixo custo e de software livre que possam suprir as necessidades mais imediatas dos alunos é uma tendência que tem dado muitos frutos, possibilitando o surgimento de respostas personalizadas e propostas inovadoras.

No webinar Tecnologias de Apoio Livres e de Baixo Custo, a Dra. Laura Chagas, do CRTIC de Portalegre, e o Dr. Francisco Borges, do CRTIC de Cinfães, convidados deste webinar, falam das soluções tecnológicas que têm desenvolvido e dos desafios, descobertas e ganhos ao longo do caminho.

A Associação Salvador lançou o Manual para Pessoas com Deficiência Motora na quinta-feira, dia 30 de Março.
Na cerimónia de lançamento estiveram presentes a Dra. Ana Sofia Antunes, Secretária de Estado para a Inclusão das pessoas com deficiência, o Dr. Humberto Santos, Presidente do INR, o Presidente da Associação Salvador, Salvador Mendes de Almeida e representantes de várias instituições, nomeadamente aquelas que colaboraram na criação do manual.
Segundo o Presidente da Associação Salvador, o objectivo do Manual é "agregar todas as informações úteis que se encontravam dispersas, facilitando o dia-a-dia das pessoas com deficiência motora, cuidadores e técnicos."
Com mais de duzentas páginas, apresenta temas tão relevantes como a reabilitação, saúde, transportes, habitação, isenções fiscais, desporto, emprego, acessibilidade dos edifícios e uma extensa listagem de contactos.
Um dos capítulos é dedicado aos produtos de apoio e refere as entidades responsáveis pela sua atribuição e, dependendo da situação de cada pessoa, as etapas e formas de obter esses produtos. "Caso o produto de apoio seja para utilização em contexto escolar, a avaliação do mesmo é efetuada através dos Centros de Recursos TIC para a Educação Especial (CRTIC)."
O Manual está disponível em formato papel mas, com o objectivo de manter a sua validade através de actualizações regulares, está também disponível em versão digital.
Consulte ou descarregue o Manual para Pessoas com Deficiência Motora (formato PDF, 18 MB).

 Já está disponível uma nova versão do Picto-Selector. Este programa torna mais fácil a criação, impressão e gestão de tabelas de comunicação. Para além de muitas outras características distintivas, o Picto-Selector reúne milhares de símbolos pictográficos de várias bibliotecas de imagens.

A versão mais recente, integralmente traduzida em português, pode imprimir várias tabelas numa única página, tem novos modelos de páginas e exporta tabelas para ficheiros RTF.

Os ficheiros RTF podem ser abertos e manipulados em programas de processamento de texto. Esta opção é interessante para a realização de testes, fichas de trabalho e outros materiais com recurso às ferramentas próprias de programas como o Open Office Writer ou o Word.

Quanto aos modelos de páginas, para além de podermos criar tabelas para diferentes digitalizadores existentes no mercado, agora estão também disponíveis cartões de Bingo e cubos. Uns e outros podem ser usados para criar jogos com finalidades diversas ou como ferramentas específicas para a aprendizagem e treino da comunicação aumentativa.

Encontre todas as novidades da última versão no pequeno vídeo a seguir.

Que novas ideias de utilização educativa lhe sugerem estas novidades?

 Na semana passada trabalhámos com uma criança cuja actividade favorita é assistir a vídeos de um personagem famoso dos desenhos animados.
Como cada vídeo tem que ser lançado pelos professores identificámos, entre outras melhorias, a possibilidade de ser o aluno a iniciar a reprodução de episódios específicos.
No entanto, devido às dificuldades motoras, não pode movimentar o rato e activa o botão direito involuntariamente.
Para utilizar programas de estimulação ou de causa-efeito e algum outro software podemos muitas vezes socorrer-nos apenas do botão esquerdo do rato podendo, por isso, fixar o rato e bloquear o botão direito.
Para impedir a deslocação do rato podemos usar material antiderrapante ou, de forma mais permanente, colar fita velcro no rato e na mesa.
Para bloquear o botão direito existem várias opções. A mais imediata consiste em colocar um papel dobrado ou Bostik/Blu-Tack/Patafix por baixo do botão. Para resultados mais permanentes, pode usar-se cola quente. Uma outra solução consiste em alterar o funcionamento do rato através de software: alguns controladores de rato (veja em Painel de controlo/Alterar definições do rato) permitem bloquear os botões; também pode descarregar um programa como o Kid Key Lock, que bloqueia os botões, a roda central ou mesmo o duplo clique.
Finalmente, uma solução caseira muito interessante, proposta por Linda J. Burkhart, é a Casa do Rato.

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Apesar de mexer só o dedo, isso não me impede de mexer o mundo. (David Varela)

O David Varela foi o primeiro aluno em Portugal a terminar a licenciatura por videoconferência. Escolheu Sociologia, no ISCTE, e conclui o curso em 2012. Em seguida, escolheu um mestrado em Economia Social e voltou ao ISCTE, tornando-se no primeiro aluno a frequentar o mestrado por videoconferência.
Fez parte da direção nacional da Associação Portuguesa de Doentes Neuromusculares entre 2013 e 2014 e, em meados de 2013, decidiu criar a Vem Vencer, uma associação de apoio a crianças, idosos e pessoas com deficiência. No ano seguinte, a Vem Vencer é declarada Instituição de Utilidade Pública.
Um dia, convidámo-lo para nos falar das vantagens e o papel das tecnologias na sua escolaridade e na sua vida. E fê-lo. Para além disso, encantou os ouvintes com o seu humor, a sua história e a sua forma de ser. Pode ver o vídeo da participação do David Varela legendado.

O David deixou-nos no dia 12 de fevereiro, serena e subitamente. Podemos dizer que era assim que geria o seu dia a dia, com a imediatez calma de quem queria viver uma vida plena e construir caminhos novos.

Ser o primeiro, para abrir portas para os primeiros. Porque todos somos primeiros. (David Varela)

 Hoje propomos um jogo criado em JClic que consiste em encontrar as diferenças existentes entre dois desenhos aparentemente iguais.

Este conjunto de actividades foi criado para crianças que frequentam o Jardim de Infância. As actividades estão em sequência, por anos, de acordo com o grau de dificuldade. O número de actividades e o grau de dificuldade - número de diferenças a encontrar e complexidade das imagens - para as crianças de três anos é inferior ao número de actividades e dificuldade das actividades para os cinco anos.

Além disso, de modo a tornar os exercícios ainda mais agradáveis e evitar a rotina, há quebra-cabeças intercalados, com um número diferentes de peças dependendo das idades.

Para marcar o final de cada bloco de exercícios, e antes de voltar ao menu principal de escolha do grau de dificuldade, surge uma animação.

Este tipo de exercício é mais uma possibilidade do JClic e, apesar do valor pedagógico intrínseco das actividades que aqui deixamos, esta ideia pode ser usada com imagens que contenham números, quantidades ou outros temas e matérias que queiramos explorar de forma lúdica.

Descarregue as actividades JClic Encontrar as diferenças (formato .zip) e descomprima o ficheiro encontradiferencas.zip para a pasta Encontradif. Depois, a partir do JClic, abra o ficheiro encontradif.jclic.zip nessa pasta.

Se tiver dificuldades no processo ou sugestões de melhoria, não se esqueça de nos contactar.

Tapete de mesa com símbolos pictográficosAgora já pode utilizar o Picto.Cloud em português. No final do ano, traduzimos o Picto.Cloud, uma ferramenta que, como dissemos anteriormente, complementa as vastas possibilidades do programa Picto-Selector, adicionando a funcionalidade de acesso a tabelas de comunicação e a partilha com outros utilizadores através de um espaço online.

Para usar o site, precisa primeiro de criar uma conta na área de registo do Picto.Cloud. Em seguida, tem que responder à mensagem enviada para o seu endereço de correio electrónico após o registo. Depois, aceda à sua conta no Picto.Cloud e seleccione a chave privada (Private key). Finalmente, no Picto-Selector, vá às Configurações do utilizador e abra o separador do Picto.Cloud. Copie para aqui a sua chave privada. Depois de colocar a chave privada verá o estado das suas folhas e páginas no painel esquerdo do Picto-Selector.

No site do Picto.Cloud pode ainda ver como partilhar as suas tabelas com outros utilizadores, como actualizar as tabelas com as alterações realizadas, como carregar e descarregar tabelas, etc.

Para conhecer melhor algumas das características do Picto-Selector e inspirar-se com alguns exemplos de utilização, visite o espaço de exemplos do Picto-Selector. e inspirar-se com alguns exemplos de utilização, visite o espaço de exemplos do Picto-Selector.

 

" "O programa para comunicação aumentativa Picto-Selector foi melhorado com o novo Picto.Cloud, uma ferramenta que facilita o acesso a tabelas e símbolos e a partilha com outros utilizadores.

Ainda em versão beta, o Picto.Cloud é um espaço online em que os utilizadores registados podem carregar as tabelas que criaram e, a partir daí, usá-las em qualquer local com acesso à internet ou, através do fornecimento de uma chave, permitir a utilização por outras pessoas.

O Picto-Selector (de que aqui falámos anteriormente, quando traduzimos a página de apoio à utilização do Picto-Selector) é um programa gratuito de criação de tabelas para comunicação aumentativa com características impressionantes. Dentre as muitas razões que justificam a sua descarga, destacamos um extensíssimo conjunto de imagens - mais de 28000 símbolos -, graças à utilização de bibliotecas de símbolos traduzidas em várias línguas, a facilidade de criação de tabelas e símbolos específicos para trabalhar a noção de tempo - tão apropriados para esta altura do ano!

Para já, o Picto.Cloud está disponível em inglês e holandês e, sendo uma versão beta, está sujeito a alterações significativas. Se o utilizar, pode contribuir com sugestões de melhoria contactando o autor através do sítio web do Picto-Selector.

" "Há poucos dias, recebemos a visita de um professor brasileiro que procurava documentar-se sobre a resposta das escolas portuguesas aos desafios da diversidade. Por isso, visitámos uma Unidade de Apoio à Inclusão de Alunos com Multideficiência e uma sala Snoezelen que existe no Agrupamento e que está aberta às estruturas da Comunidade que dela necessitam.

O resto do tempo disponível foi gasto num diálogo profícuo em que mostrámos o funcionamento dos Centros de Recursos TIC e o seu papel na avaliação e apoio aos alunos que precisam de tecnologias de apoio e na formação de docentes. Ao mesmo tempo, percebemos melhor a realidade das escolas do Brasil, os ganhos da escola inclusiva e os caminhos novos que vão trilhando e que se cruzam em múltiplos aspectos com o percurso de Portugal.

Entre os materiais partilhados no nosso encontro, a brochura Tecnologia Assistiva nas Escolas: Recursos Básicos de Acessibilidade Sociodigital para Pessoas Com Deficiência (2ª edição) apresenta um capítulo sobre acessibilidade, outro sobre o computador enquanto tecnologia de apoio na educação e um terceiro capítulo sobre materiais que podem ser construídos ou adpatados pelas escolas.

Por muito tempo, predominou a visão da deficiência como um problema individual, transferindo à pessoa a responsabilidade de “mudar” ou “adaptar-se” para viver em sociedade. A partir da década de 1960, essa visão começou a ser questionada e, pouco a pouco, a deficiência passou a ser entendida a partir da interação das pessoas com o contexto em que vivem. No modelo inclusivo, fundamentado nessa visão, cabe à sociedade adaptar-se para acolher as diferenças e promover condições de acesso – para todos os cidadãos, com ou sem deficiência – aos serviços coletivos de saúde, educação, trabalho, locomoção, segurança etc. (In Tecnologia Assistiva nas Escolas)

A brochura Tecnologia Assistiva (Ta): Experiências Inovadoras - Soluções de Acessibilidade apresenta alguns projectos concluídos, outros à procura de condições para avançar e ainda ferramentas gratuitas.

O livro As tecnologias nas práticas pedagógicas inclusivas reúne contribuições de muitos autores e debruça-se sobre as tecnologias de informação e comunicação, as tecnologias de apoio e a formação de professores.

Veja algumas fotos do encontro no álbum Visita do Brasil.