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Sónia, Dulce, Clara, Sara, Dina e Magda apresentam o trabalho dos hospitaisPrestes a terminar mais um ano lectivo, tivemos hoje a oportunidade de realizar mais uma reunião anual da rede de escolas de hospital do Projecto TeleAula na EB23 José Cardoso Pires.

Numa altura em que as escolas fazem, a vários níveis, um balanço das actividades, juntamo-nos para pôr em comum trabalhos, parcerias e realizações mas também desafios, vicissitudes e necessidades.

Neste 21º Encontro, depois das palavras de boas vindas da Directora do Agrupamento José Cardoso Pires, seguimos com a partilha de cada hospital: alunos apoiados, projectos levados a cabo e reflexão sobre os aspectos conseguidos e as dificuldades ultrapassadas ou intransponíveis.

Durante a parte da tarde, contámos com a generosidade dos colegas Fernando Franco e Susana Tavares, da Equipa de Recursos e Tecnologias Educativas, para nos falarem de dois eixos da actual resposta educativa, nomeadamente o Perfil dos alunos à saída da escolaridade obrigatória e o Projecto de autonomia e flexibilidade curricular, e de projectos e concursos que a Direção Geral da Educação apresenta às escolas instando-as a apresentar trabalhos que sejam fruto e motor de inovação.

Jornais escolares, Blogues educativos, SeguraNet, Ambientes de aprendizagem (vulgo Salas de Aula do futuro), eTwinning, Systemic, Eduscratch, Conta-nos uma história, Apps 4 Good, Media@ção, Líderes digitais, são alguns dos desafios que encontraram um forte eco nos professores da escolas de hospital e, certamente, o próximo ano trará novidades e respostas dos nossos alunos.

O tema condutor do próximo ano será Comunicar é preciso, partindo de um dos temas propostos pelas Nações Unidas para o ano de 2019, o Ano Internacional das Línguas Indígenas. Brevemente encontrar-nos-emos para delinear estratégias e parcerias entre hospitais que nos permitam levar a cabo esta tarefa no próximo ano.

Até lá, ficam algumas imagens no álbum 21º Encontro TeleAula.

 O Centro de Formação de Professores da Associação de Paralisia Cerebral de Coimbra (APCC) promove o Curso de Formação Desenho Universal para a Aprendizagem: Prática pedagógica na sala de aula, a realizar na Escola Dr. Francisco Gonçalves Carneiro, em Chaves.

O Curso, com a duração de 25 horas, realiza-se nos dias 9, 10 e 11 de Julho e é ministrado pela Dra. Filomena Pereira. É uma formação acreditada pelo CCPFC com o registo de acreditação CCPFC/ACC-100351/18.

Destina-se a Educadores de Infância, Professores do Ensino Básico e Secundário, Professores de Educação Especial, Psicólogos e outros Técnicos Superiores.

A educação inclusiva tem vindo a ser reconhecida como uma meta a atingir pelos sistemas educativos em todo o mundo. Tal exige mudanças significativas não só na forma de perspetivar o papel e as funções da escola e dos professores e outros agentes no processo educativo, mas também na forma de desenvolver práticas pedagógicas eficazes que garantam a aprendizagem de todos.

O objetivo da formação é desenvolver nos docentes competências para a definição do planeamento do processo de ensino/aprendizagem e respetiva operacionalização tendo em mente a resposta às necessidades de todos e de cada um dos alunos, utilizando como opção metodológica o Desenho Universal para a Aprendizagem assente numa abordagem multinível. Pretende-se um enfoque na gestão do currículo por oposição às limitações dos alunos.

Pode realizar a sua inscrição na página da APCC para inscrição ou diretamente no formulário do Curso Desenho Universal para a Aprendizagem: Prática pedagógica na sala de aula.

Para mais informações consulte o programa do Curso Desenho Universal para a Aprendizagem: Prática pedagógica na sala de aula.

No passado dia 5 de junho de 2018, o Grupo de Trabalho para as Diretrizes de Acessibilidade publicou a Recomendação W3C para a versão 2.1 das Diretrizes de Acessibilidade para Conteúdo Web (WCAG 2.1).

A equipa Acesso alerta-nos para este novo passo no sentido de tornar os conteúdos web mais acessíveis a um maior número de pessoas com deficiência, incluindo a cegueira, a baixa visão, surdez e perda de audição, limitações motoras, dificuldades de aprendizagem e limitações cognitivas.

Dez anos após a publicação das WCAG 2.0, todos os critérios de sucesso desta versão estão incluídos na versão 2.1, exactamente com o mesmo texto. Aos 61 critérios de sucesso da versão 2.0 foram adicionados mais 17 (5 de nível A, 7 de nível AA e 5 de nível AAA), perfazendo um total de 78 requisitos.

Os 17 requisitos adicionais da versão 2.1 vêm dar resposta às necessidades que surgiram com as novas possibilidades de interacção que a massificação dos dispositivos móveis nos trouxe e, por outro lado, trazem novas recomendações e soluções para utilizadores com baixa visão e com dificuldades cognitivas.

Neste momento, podemos já encontrar informação bastante sobre esta nova versão embora em muitos casos baseando-se em documentos de trabalho prévios à publicação oficial. No entanto, nas próximas semanas e meses assistiremos a abundantes explicações sobre cada um dos novos critérios de sucesso e sobre a forma de os cumprir.

Para já, e como textos introdutórios, pode consultar:
What’s New in WCAG 2.1
A entrada do Blogue do W3C com o anúncio da publicação da recomendação

Logótipo Aprender MaisNo dia 9 de Maio de 2018, a ACREDITAR e o CANTIC celebraram um protocolo de cooperação no âmbito do projecto Aprender + no sentido de desenvolver propostas de trabalho que proporcionem apoio pedagógico a crianças que se encontrem em tratamento ou recuperação de tratamento oncológico e que frequentem o pré-escolar, o 1º, 2º e 3º Ciclo e o Secundário.

A ACREDITAR, Associação de Pais e Amigos de Crianças com Cancro, é uma rede de pais e amigos que, em articulação com os hospitais de Oncologia Pediátrica, faz o acompanhamento das famílias de crianças com cancro.

O projecto Aprender + constitui-se como um apoio escolar gratuito no domicílio presencialmente ou através de webconferência, desenvolvido por profissionais da área da educação e do desenvolvimento (professores do 1.º ciclo até ao secundário, educadores de infância, psicólogos, educadores sociais, terapeutas ocupacionais, entre outros). Não substitui a escola nem o direito a medidas educativas especiais (conforme a Lei n.º71/2009), mas apresenta-se como um apoio complementar e personalizado.

No dia 12 de Maio, teve lugar uma formação de voluntários na casa da ACREDITAR em Lisboa. Nesta formação inicial para o projecto Aprender +, Margarida Cruz, Presidente da ACREDITAR, explicou a Rede Acreditar e a importância do projecto, agradecendo a presença dos voluntários. Em seguida, Sandra Brites, da Escola do IPO, falou da experiência directa com os alunos, as múltiplas valências da escola e as suas funções na vida do aluno e da família. Rui Fernandes apresentou o CANTIC e a história e estrutura das escolas de hospital e em seguida recuperou o texto do protocolo para falar das finalidades do projecto, da operacionalização do apoio e da organização e acompanhamento das sessões no âmbito do projecto Aprender +. A parte da tarde foi dedicada a aspectos relacionados com o impacto da doença na vida das famílias e o papel do voluntário.

O protocolo agora assinado surge na sequência da publicação da Portaria n.º 350-A/2017. A Portaria n.º 350-A/2017, de 14 de novembro, estabelece as medidas de apoio educativo a prestar a crianças e jovens com doença oncológica, regulamentando assim o artigo 11.º da Lei n.º 71/2009, de 6 de agosto. O artigo 5.º da Portaria refere que

no âmbito das suas competências os agrupamentos de escolas e escolas não agrupadas podem celebrar protocolos e parcerias com entidades públicas ou privadas visando o cumprimento do objeto da presente portaria.

O projecto Aprender + é certamente uma importante proposta no sentido de facilitar a concretização do apoio a crianças e jovens com doença oncológica.

Para mais informações, deve contactar a ACREDITAR (página da ACREDITAR), a escola do IPO (contactos na página das escolas de hospital) ou o CANTIC (página do CANTIC).

[Artigo também disponível no Blogue das escolas de hospital.]