
Para os alunos com dificuldades em ler texto impresso, a Direção Geral da Educação disponibiliza um formulário para requisição de materiais escolares em formatos acessíveis (ver Requisição de materiais em formatos acessíveis).
Uma parte significativa desses materiais consiste em manuais escolares em formato PDF enviados pelas editoras. Infelizmente, os manuais foram originalmente criados para impressão e não para acesso por pessoas com dificuldades motoras, visuais, cognitivas, etc. Apresentam, por isso, grandes lacunas na área da acessibilidade.
Num esforço importante, a Porto Editora substituiu o envio dos ficheiros PDF pelo acesso aos manuais escolares digitais através da Escola Virtual e enriqueceu esta plataforma com algumas opções que terão impactos na acessibilidade.
Entre outros aspectos destacamos a possibilidade de utilização de um leitor de ecrã como o NVDA ou o Narrador (Windows). Esta funcionalidade garante o acesso, entre outros, a alunos numa fase inicial de aprendizagem da leitura ou alunos cegos e com baixa visão. Para estes últimos, existe também uma lupa digital que amplia os conteúdos até 400% mantendo a qualidade da imagem.
Para pesquisa, pode usar-se o índice de conteúdos do manual, a visualização em rodapé de miniaturas das páginas e a procura de texto por palavra ou frase. Os marcadores criados pelo utilizador passam a figurar no menu do índice.
A existência de um bloco de notas permite que o utilizador registe conteúdos adicionais e observações.
As ferramentas de caneta e marcador auxiliam o estudo com recurso a anotações, realces, sublinhados, desenhos e grafismos adiconais.
Os manuais podem ser consultados com um acesso à internet ou descarregados para consulta em modo offline através da aplicação da Escola Virtual. Os recursos multimédia, questionários e jogos interativos continuam a exigir a ligação à internet.
Aproveitando este esforço da Porto Editora, porque não avaliarmos as novas opções de acessibilidade da plataforma com os nossos alunos e enviarmos sugestões de melhoria?